sexta-feira, 8 de maio de 2009

Quem dá nas vistas é quem mais trabalha?

Alerta. Deputada Ilda Figueiredo é uma das que mais trabalha, não sendo, no entanto, a mais conhecida dos portugueses

O DN (Diário de Notícias) fez uma apreciação do trabalho dos deputados portugueses no Parlamento Europeu (PE).
Desse estudo resultou uma apreciação elevada de alguns deputados, em especial, do trabalho de Ilda Figueiredo. De facto a deputada do PCP no Parlamento Europeu superou e muito o trabalho de todos os outros deputados. Houve também a apreciação do trabalho dos grupos parlamentares, sendo mais interessante verificar que o trabalho dos dois representantes do PCP totalizou 30/% das intervenções dos 24 deputados portugueses. O que é estranho é que apesar disso a deputada Ilda Figueiredo seja dos deputados ao Parlamento Europeu menos conhecidos dos portugueses. O que prova que a comunicação social não dá mais relevo a quem mais trabalha mas a quem mais “dá nas vistas”. Em suma, os deputados ao PE são todos iguais e “são todos diferentes”como diz a publicidade. É evidente que as intervenções dos deputados ao PE se baseiam em necessidades dos portugueses, concluindo-se daqui que uma boa parte dos deputados vão para lá ganhar dinheiro e não defender os nossos interesses.

Mário Pires Miguel
DN 07/05/2009

terça-feira, 7 de abril de 2009

VIII Assembleia da DORCB do PCP















































































A VIII Assembleia da Organização Regional de Castelo Branco do PCP, realizada no passado dia 4, no Salão dos Bombeiros Voluntários do Fundão, analisou a situação socioeconómica e apontou um conjunto e propostas e medidas que considera urgentes e necessárias, para colocar o Distrito de Castelo Branco no caminho do progresso, do desenvolvimento e da justiça social. A VIII Assembleia considerou que o Distrito não está condenado à desertificação, ao abandono, à falta de investimentos, ao desemprego e à destruição do aparelho produtivo. A Organização Regional de Castelo Branco do PCP afirmou que é necessário, urgente e indispensável reconstruir a confiança de que é possível outro caminho que construa uma ruptura com estas políticas. O reforço da organização do PCP é condição fundamental para a construção de uma política alternativa e para o desenvolvimento do Distrito.
No sector produtivo.
O distrito de Castelo Branco, tal como outro do interior, é um distrito deprimido, envelhecido, discriminado e esquecido nas políticas de investimento, nos Orçamentos de Estado, no acesso aos Fundos Estruturais, etc. Por isso, a desindustrialização continua a acentuar-se.
O PCP continuará a lutar por uma política integrada de desenvolvimento que seja definida com a participação do poder local, dos agentes económicos e sociais do distrito/região e que assente no aproveitamento dos recursos endógenos e uma prática de solidariedade nacional para com o distrito, visando a correcção e superação das actuais assimetrias regionais e inter-concelhias e das desigualdades sociais.
Propondo para tal:
»-Promover o desenvolvimento do distrito, fixando e atraindo população jovem como forma de rejuvenescer a população e inverter o processo continuado de desertificação;
»-Implementar um amplo plano de formação e qualificação profissional que possibilite a requalificação dos recursos humanos para patamares compatíveis com a complexidade das soluções tecnológicas e socialmente activas;
»-Defender o apoio à produção e comercialização agrícola e florestal, como forma de potenciar o desenvolvimento deste sector e aumentar o rendimento dos agricultores;
»-Revitalizar a indústria têxtil (lanifícios e vestuário) com fortes tradições no distrito;
»-Potenciar a diversificação das actividades económicas com a consequente criação de postos de trabalho;
»-Superar as carências em infra-estruturas e equipamentos colectivos, bem como dos serviços de proximidade às populações e empresas;
»-Coordenar a gestão equilibrada e racional dos programas e fundos comunitários e nacionais, implicando a sua efectiva descentralização e regionalização.
A prossecução destes objectivos exige um conjunto de medidas, entre as quais se destaca:
v - A distribuição justa da riqueza criada, não apenas entre o capital e o trabalho, mas também em termos regionais, bem como o reforço do investimento público.
v A defesa e revitalização do sector produtivo, impedido o encerramento abusivo e a deslocalização de empresas sem contra-partidas e apoiando as médias, pequenas e microempresas industriais e comerciais que constituem 90% do tecido produtivo.

v A promoção do turismo e valorização do património histórico e ambiental numa perspectiva integrada, de qualidade, ambientalmente sustentável e acessível a todos.
v A atracção de investimento público e privado para diversificação das actividades económicas, a instalação de novas empresas que criem novos postos de trabalho com direitos e a construção das infra-estruturas e equipamentos de apoio ao desenvolvimento do distrito.

v A aposta na Inovação e na Modernização ao nível tecnológico, organizacional, modernização do produto e modernização comercial.
Texto retirado da Resolução Politica aprovada na VIII Assembleia da Organizaçao de Castelo Branco do PCP












sexta-feira, 3 de abril de 2009

G 20, O MUNDO E A CRISE

G20 não responde aos graves problemas do Mundo

O PCP, na base das conclusões conhecidas até ao momento, considera que a reunião do G20 não tomou decisões capazes de enfrentar os graves problemas económicos e sociais com que o Mundo está confrontado, confirmando a ideia que só a luta dos trabalhadores e dos povos e a ruptura com o actual sistema político e económico dominante podem pôr fim às crises.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

QUATRO EMBUSTES DO GOVERNO PS



Perante a vertiginosa degradação das condições de vida dos trabalhadores e da população, confrontado com o desmoronamento do actual quadro económico nacional e internacional e o avolumar das contradições do sistema capitalista, acossado por importantes movimentações de massas, o Governo PS ensaia uma poderosa operação de branqueamento da sua política com vista ao próximo ciclo eleitoral.O Governo PS passou da fase da negação e subestimação da crise para a justificação de todos os problemas que atingem o País com a mesma. O PS esconde que nestes últimos anos foram as suas políticas que – na continuidade de governos anteriores – fizeram disparar o desemprego, agravaram a distribuição do rendimento, alargaram o trabalho precário, aumentaram o endividamento da população, destruíram serviços públicos e liquidaram alavancas fundamentais do aparelho produtivo, tornando o País mais vulnerável face a esta crise do capitalismo.O Governo PS quer ocultar que a política de direita e as políticas que conduziram o mundo à actual situação, porque estão vinculadas aos mesmos interesses de classe, são a mesma e uma só. Foi no nosso País, e não apenas nos EUA, como apregoam, que se atacou os salários e se fez disparar o crédito, que se estimulou a livre circulação de capitais e a especulação financeira, que se privatizou sectores estratégicos da economia ficando à mercê da acumulação capitalista, que se beneficiou o capital financeiro e se fechou os olhos aos crimes de colarinho branco.A crítica ao «neoliberalismo» e a «viragem à esquerda»A viragem no discurso em vésperas de eleições não é novidade. Nenhum governo do PS foi eleito dizendo a verdade aos trabalhadores e ao povo. A diferença, desta vez, é que as recorrentes promessas com «preocupações sociais» são agora acompanhadas de críticas e distanciamentos em relação ao «neoliberalismo» inteiramente falsos, conforme pode ser comprovado por anos a fio de prática política.Críticas que não passam de vagos apelos ao «reforço da regulação dos mercados» ou ao «fim dos off-shores», destinadas a criar um falso distanciamento face aos partidos de direita mas desmentidas pela prática política mais recente. A comprová-lo estão as recentes alterações à legislação laboral na administração pública e ao código do trabalho, o anúncio de privatização da ANA (Aeroportos) para o 2.º semestre, ou a cobertura e apoio dados ao capital financeiro com a transferência dos seus prejuízos para as costas dos trabalhadores. Um falso distanciamento face ao «neoliberalismo», que é parte integrante da operação de «viragem à esquerda» ensaiada pelo PS desde o início do ano, à qual não é alheia a escolha de Vital Moreira (há muito o mais fiel propagandista da política do Governo) como seu cabeça de lista ao Parlamento Europeu, ou mesmo a novela em torno do posicionamento de Manuel Alegre dentro do PS, cujo desfecho dificilmente será outro que não o do seu «regresso à família», a qual, em abono da verdade, nunca abandonou. O Governo que «toma medidas»O Governo desdobra-se em anúncios, visitas (cautelosamente preparadas) e promessas. Um verdadeiro frenesim, com vários ministros no terreno, a procurar criar a ideia de um Governo que está a «responder» aos problemas. Não passa um dia em que não sejam anunciadas «medidas», tantas que a maioria da população não chega a ter a percepção do seu real impacto. Mas o que conta é a imagem que passa. São disso exemplo o «Fundo de investimento imobiliário», o «Provedor do crédito» ou o mais recente embuste anunciado por Sócrates sobre o suposto apoio à habitação para famílias com desempregados.Medidas que passam ao lado das opções de fundo que a situação do País reclama e que o PCP tem vindo a propor. Umas pequenas migalhas, embrulhadas em grandes doses de demagogia, para esconder que o grosso dos apoios foi, e continua a ser, para os grupos económicos e financeiros.A «estabilidade e governabilidade»A retoma da parte do PS, e não só (veja-se as declarações dos líderes das estruturas patronais), do discurso da alegada exigência de estabilidade e governabilidade que a situação do País reclamaria, traz à memória o caudal de argumentos despejados noutros tempos para justificar a continuidade da política de direita.É um discurso que confirma as ambições de poder absoluto do PS, cujo resultado está à vista nestes últimos quatro anos, em que a estabilidade da política de direita foi a instabilidade da vida de milhões de portugueses. Na verdade, uma nova maioria absoluta do PS só significaria maiores e renovadas condições para prosseguir a sua política de favorecimento ao grande capital. São argumentos que procuram esconder que, ao invés da absolutização da estabilidade governativa, aquilo que o País reclama é de uma política que ponha fim à instabilidade social e económica, melhore as condições de vida, afirme a soberania e os interesses nacionais, só alcançável pelo reforço do PCP e da CDU, pela concretização de uma ruptura com a política de direita.É preciso contactar, esclarecer e convencer o PovoOs próximos tempos serão de intensificação da demagogia e da propaganda por parte do Governo e das forças que apoiam e beneficiam com a sua política. Estas manobras – embora com margem de êxito mais reduzida do que em situações anteriores, dada a intensidade e extensão da ofensiva política desencadeada – têm de ser combatidas pela firme denúncia e desmontagem daquilo que está em causa. Uma tarefa que teremos de levar por diante na grande batalha de contacto e esclarecimento que constituem os próximos actos eleitorais.
do Avante por:Vasco Cardoso
membro da Comissão Política do PCP

sábado, 21 de março de 2009

A ESPERANÇA E A REALIDADE


Há muita gente que vive de esperança e é bom ter esperança em qualquer coisa.
Esperança que faça Sol ou que chova, esperança de ter saúde, não só para si mas para a família, esperança de poder fazer uma boa viagem e ter umas férias agradáveis
e poder ganhar o loto. São esperanças e desejos que todos nós podemos ter e que se podem tornar realidades sem termos que intervir, ou quase.
Mas outras esperanças há que é necessária a nossa intervenção, no tempo e no espaço certo, para as podermos alcançar.
Quem não gostaria de ter melhores salários, melhor emprego, melhores reformas, melhor assistência na doença enfim melhores condições de vida? Só que muitos
esperam que sejam os outros, os amigos, os companheiros de trabalho a agir e quantas vezes não criticam quando o conseguido não é o desejado.
Nas campanhas eleitorais encontro muita gente, por vezes companheiros, que desejam, como eu, a vitória dos mesmos ideais e das mesmas pessoas mas, é bom constatar, que nada fazem para alcançar tal desejo. Podem votar, mas isso não chega.
"Vamos Ganhar!" Dizem eles muitas vezes, mas são os outros que vão distribuir os panfletos e colar os cartazes.
Os militantes têm uma palavra para designar essas pessoas que partilham as mesmas esperanças e as mesmas vontades, os mesmos sonhos mas não as mesmas acções:
E' o que se chama " Simpatizantes"... Ao contrário, conheço camaradas e amigos que, não esperando já grande coisa para si, continuam a se bater, porque não querem nem renunciar nem trair. Esperar a justiça não é deixar de se bater por ela.
Não é a falta de esperança que explica a crise política e económica que hoje conhecemos. Quem não espera o recuo do desemprego e da exclusão? Mas essa
esperança não cria um só posto de trabalho.
A verdadeira questão é sempre aquela que punha Lenine:" Que Fazer?" questões não de
esperança mas de analise e de escolha; questão de conhecimento, de previsão, de
resolução. Não se trata de esperar. trata-se de compreender e de crer, de prevenir e
de agir. Como é que a esperança pode ser uma virtude? O que determina o valor moral
do homem, não é o que ele espera; é o que ele quer fazer.
Como é que a esperança pode fazer uma política? O que funda a democracia não é a
esperança dos indivíduos; é a vontade dos homens. E' toda a diferença entre um demagogo, que só faz nascer esperanças, e um militante, que mobiliza as vontades.

Devo aos livros de André Comte-Sponville, filósofo, as linhas que escrevi

Armando Madeira


terça-feira, 10 de março de 2009

A CRISE NÃO É PARA TODOS

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .Lucros da EDP atingiram 1.212 milhões € em 2008 à custa de preços superiores aos da UE e de impostos reduzidospor Eugénio Rosa [*]

domingo, 8 de março de 2009

88º Aniversário do PCP
























































A COMISSÃO DE FREGUESIA DE TORTOSENDO DO P.C.P
Comemorou com um jantar o 88º aniversário do Partido.
Esta iniciativa, levou muitas dezenas de camaradas e amigos á Escola EB 2,3 do Tortosendo.
Esteve presente a camarada Patrícia Machado, membro do Comité Central e que depois do último Congresso do nosso Partido assumiu a responsabilidade pela Direcção da Organização Regional de Castelo Branco.
Antes, houve convívio e animação e o jantar decorreu com boa harmonia e camaradagem.
E por fim, as intervenções políticas feitas pelo camarada Reis Silva, da Comissão Concelhia da Covilhã, outra feita por um membro da Comissão de Freguesia de Tortosendo ( que está transcrita nesta pagina) e seguidamente a intervenção mais aguardada e que foi feita pela camarada Patrícia Machado.
Foi uma surpresa, muito agradável, para todos os presentes, ver e ouvir uma jovem camarada intervir com tanta maturidade o que revela muita dedicação e experiência.
Camaradas
Estamos neste jantar a comemorar os 88 anos de vida do nosso Partido.
Por essa razão, e em nome da Comissão de Freguesia de Tortosendo, saúdo todos os presentes.

Saúdo, de forma especial, a camarada Patrícia Machado, membro do Comité Central e responsável pela Direcção da Organização Regional de Castelo Branco do nosso Partido e que hoje se encontra connosco a comemorar esta efeméride.

Camaradas, comemorar mais um aniversário deste Partido, que sempre lutou e continua a lutar pelas causas do povo oprimido e explorado, é também denunciar os malefícios e danos que o governo PS/Sócrates tem causado ao povo português.

As promessas que fizeram na campanha eleitoral de 2005, as mentiras e trapalhadas durante o decorrer do mandato, os escândalos, o alastramento da corrupção, os danos já causados com a legislação laboral proveniente do famigerado Código do Trabalho que a maioria PS na Assembleia da República nos quer impor, na destruição do aparelho produtivo, na degradação do sistema de saúde, na educação, no meio-ambiente, na falta de uma política de apoio solidário aos pensionistas e reformados e na atribuição de reformas mais justas para quem trabalhou uma vida inteira.

Convém lembrar que sobre as pensões mínimas, este governo interrompeu uma prática que era mais justa, criando com o novo sistema situações de mais pobreza e que afecta os novos e futuros reformados e pensionistas.

Este governo, com a aplicação das suas politicas neoliberais, é responsável pela degradação da dignidade humana, que leva a sociedade a criar mais riqueza e que os pobres e a miséria vão aumentando cada vez mais.

Por tudo isto somos levados a repudiar as politicas de direita que este governo tem vindo a executar.

Desde a sua tomada de posse que Sócrates e o seu governo se identificaram com os interesses do grande capital em prejudicando aqueles que criam a riqueza e as classes mais desfavorecidas da nossa população.

Este governo tem grandes responsabilidades pelos problemas sociais que se vivem no nosso país.

Sopram ventos eleitorais e com eles vêm tempos de balanço.
Anda no ar uma mudança de discurso da parte dos dois partidos «de poder», PS e PSD.

Utilizam a crise que eles e os partidos deles criaram para aumentar o “terror” , a exploração e dão a possibilidade a muitos patrões, sem escrúpulos, despedirem indiscriminadamente e desrespeitarem as leis.
Sócrates está, novamente, a tentar enganar os portugueses. E com imagens feitas á feição pelos média e elaboradas por encomenda pelos audiovisuais do grande capital, já está a tentar fazer uma política populista e fazer os BOLOS para enganar os TOLOS.

Camaradas, na nossa região os dramas aumentam diariamente, o desemprego não pára de aumentar.

No final de Outubro de 2009 estavam inscritos nos Centro de Desemprego do distrito, 8.841 desempregados e em Janeiro, já tinha aumentado muito mais.
40% dos desempregados têm menos de 35 anos, idade que é superior á média nacional.

Os Programas Ocupacionais no distrito têm um peso de 11% no desemprego, superior aos 5,4% do país.

Além dos Programas Ocupacionais há um conjunto de medidas de emprego e formação que contribuem para a subavaliação do desemprego no distrito e crescem também os fenómenos da emigração.

Os jovens e mulheres são os principais afectados. Entre os Jovens até 30 anos a precariedade que se consegue medir é de 41%, sendo de 25,3% entre as mulheres.
E o escândalo aumenta quando constatamos que, mais de metade dos desempregados não recebem subsídio de desemprego.

Camaradas, ainda no decorrer deste ano vamos ser chamados a três actos eleitorais.
São três actos muito importantes e para os quais todos os camaradas e amigos devem estar mobilizados e dar o seu contributo e empenhamento para com um pouco do seu esforço se alterem estas políticas de direita e neoliberais de que estamos sendo vítima há muitos anos.

A primeira será para o Parlamento Europeu, onde a CDU já anunciou a nossa camarada, Ilda Figueiredo, como cabeça de lista e que recentemente esteve na nossa freguesia em contacto com trabalhadores de algumas empresas e dos quais registou alguns problemas sentidos por estes.

Para as Eleições da Assembleia da República, eleger mais deputados para o nosso Grupo Parlamentar, ter mais votos e aumentar a percentagem é uma meta que está perfeitamente ao nosso alcance e desta forma evitar uma maioria absoluta com poder absoluto, idêntica à do PS/Sócrates que tanto mal tem causado ao povo português.

Para o fim do ano vamos ter eleições autárquicas, e aqui também a nossa mobilização, empenho e disponibilidade deve ser total.

A Câmara Municipal necessita da voz e intervenção do nosso Partido, eleger vereadores do Partido é bom para o nosso concelho.
Para a Assembleia e Junta de Freguesia da nossa freguesia é necessário tirar a maioria ao PSD/Abreu.

Precisamos de uma autarquia mais próxima da população que saiba sentir os seus anseios e aspirações e se liberte da arrogância e da forma caciqueira que é utilizada pela actual administração.

A estagnação a que chegou a freguesia e confrangedora.

Basta olhar para as antigas empresas de lanifícios e ver o estado de degradação em que se encontram, ficamos com imagem real deste poder autárquico que temos.

Urbanisticamente reconhecemos que, embora desordenadamente, o Tortosendo cresceu, e que por essa razão muita gente aqui veio fixar residência mas quais foram os benefícios?

Olhemos para o comércio, quantos tiveram de encerrar as portas recentemente e porque?

No Parque industrial da Covilhã/Tortosendo quantos Tortosendenses lá trabalham?

Mas eles querem fazer querer que vivemos num paraíso e que não há mais nada para fazer na freguesia.

Vamos restituir alguma dignidade à autarquia elegendo mais representantes do nosso Partido.
E porque amanhã é o Dia Internacional da Mulher, termino enviando uma saudação a todas as mulheres aqui presentes e que são muitas, e para todas as que amanhã, em todo o mundo, vão comemorar, com a dignidade que o dia merece, este dia.

E por fim lembrar que todos devemos participar activamente nas próximas comemorações do 25 de Abril e 1º de Maio e que na próxima sexta-feira devemos ir para Lisboa para integrar a Grande Manifestação Nacional convocada pela CGTP.

Basta de Injustiças

Sim é Possível uma Vida Melhor

Viva o Partido Comunista Português










Dia Internacional da Mulher



O Dia Internacional da Mulher é celebrado a 8 de Março. É um dia comemorativo para a celebração dos feitos económicos, políticos e sociais alcançados pela mulher.
A ideia da existência de um dia internacional da mulher foi inicialmente proposta na virada do
século XX, durante o rápido processo de industrialização e expansão económica que levou aos protestos sobre as condições de trabalho. As mulheres empregadas em fábricas de vestuário e indústria têxtil foram protagonistas de um desses protestos em 8 de Março de 1857 em Nova Iorque, em que protestavam sobre as más condições de trabalho e reduzidos salários.
Existem outros acontecimentos que possam provar a tese como o
incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, que também aconteceu em Nova Iorque, em 25 de março de 1911, onde morreram 146 trabalhadoras. Segundo esta versão, 129 trabalhadoras durante um protesto teriam sido trancadas e queimadas vivas. Este evento porém nunca aconteceu e o incêndio da Triangle Shirtwaist continua como o pior incêndio da história de Nova Iorque.
Muitos outros protestos se seguiram nos anos seguintes ao episódio de 8 de Março, destacando-se um outro em
1908, onde 15.000 mulheres marcharam sobre a cidade de Nova Iorque exigindo a redução de horário, melhores salários, e o direito ao voto. Assim, o primeiro Dia Internacional da Mulher observou-se a 28 de Fevereiro de 1909 nos Estados Unidos da América após uma declaração do Partido Socialista da América. Em 1910, a primeira conferência internacional sobre a mulher ocorreu em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, e o Dia Internacional da Mulher foi estabelecido. No ano seguinte, esse dia foi celebrado por mais de um milhão de pessoas na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça, no dia 19 de Março. No entanto, logo depois, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 140 costureiras; o número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Além disto, ocorreram também manifestações pela Paz em toda a Europa nas vésperas da Primeira Guerra Mundial.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de
1910 e 1920, mas esmoreceu. Foi revitalizado pelo feminismo na década de 1960. Em 1975, designado como o Ano Internacional da Mulher, a Organização das Nações Unidas começou a patrocinar o Dia Internacional da Mulher.
Origem: Wikipédia

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O APELO DOS BISPOS



Os bispos portugueses, reunidos em Fátima, debruçaram-se sobre o magno problema do casamento entre homossexuais.Podiam ter-se debruçado sobre muitas coisas importantes. Mas não: optaram por este tema.E estão no seu direito, reconheça-se.Depois de terem mergulhado a fundo no assunto, tomaram a decisão de, nas próximas eleições, «apelar ao voto contra quem defende os casamentos "gay"».O que significa, deduzo eu, que apelam ao voto em quem está contra os ditos casamentos...E, mais uma vez reconheço, têm todo o direito de decidir como decidiram.Foi pena, no entanto - isto digo eu - que os bispos não se tenham debruçado também sobre, por exemplo, o desemprego, a precariedade, os salários em atraso, as reformas e pensões miseráveis, a pobreza, a fome, a miséria.Se tal fizessem e se utilizassem o mesmo critério em matéria eleitoral, apelariam ao voto contra os responsáveis por esses flagelos sociais - o que significaria apelarem ao voto em quem luta contra esses flagelos...E então outro galo cantaria no que toca a resultados eleitorais...Mas não. E percebe-se: é que esses dramas brutais que atingem a imensa maioria dos portugueses, prendem-se com aquilo a que, desde a Idade Média, os bispos antepassados dos actuais designavam por «ordem natural das coisas», ou seja: a ideia de que «ricos e pobres sempre houve e há-de haver»...Acresce que, segundo os bispos de antanho e os de agora, os pobrezinhos - pobrezinhos mas honrados... - terão sempre um lugarzinho garantido no Céu, enquanto que os ricos (tomem lá para aprenderem...) só lograrão alcançar o Céu se, na Terra, particarem essa suprema virtude teologal que é a Caridade.Por isso - e a confirmar que Deus não dorme e os bispos pensam em tudo - foi criada esta outra ideia básica essencial que é a cereja no magnífico bolo da harmonia universal: é preciso que os ricos sejam cada vez mais ricos para poderem dar maiores esmolas aos pobres...Ora, estando os problemas sociais assim resolvidos por Obra e Graça de Deus (com competentíssima assessoria dos bispos, registe-se), percebe-se que a preocupação dos bispos, em Fátima, se tenha direccionado para o magno problema dos «casamentos "gay"».Ad majorem Dei gloriam, é claro.
Por Fernando Samuel em Cravo de Abril

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

PLENÁRIO NO C.T. TORTOSENDO








Realizou-se, hoje, no Centro de Trabalho de Tortosendo do PCP um Plenário de militantes, onde estiveram cerca de três dezenas de militantes Reformados e que tinha como principal objectivo analisar e discutir questões relacionadas com esta classe.
Para dirigir a sessão estiveram presentes os camaradas António Cardoso, do Comité Central, António Calado da Comissão de Freguesia de Tortosendo e Patrícia Machado do Comité Central e responsável do Partido pela Direcção Organização Regional de Castelo Branco (DORCB).
Na sua intervenção, António Cardoso, começou por pedir sugestões e ver-mos em conjunto qual a melhor maneira de envolver os nossos reformados na defesa dos seus direitos, na luta por melhores reformas e pensões e contribuir para dignificar a vida daqueles que trabalharam uma vida inteira.
Concertar esforços para que, em conjunto com as várias Associações de Reformados do Concelho e a Inter-Reformados se encontrem maneiras de denunciar e de lutar por objectivos comuns a quase todos os reformados.
Informou que Ilda Figueiredo é a primeira Candidata da CDU ás eleições para o Parlamento Europeu e que no próximo dia 13 estará de visita ao Tortosendo e que os reformados devem dar o seu contributo para que esta camarada seja recebida com a dignidade que é apanágio das gentes do Tortosendo.
Fez também uma retrospectiva das grandes lutas travadas ao longo do ano de 2008 contra as medidas e malefícios, contra os trabalhadores e povo português, do governo PS/Sócrates.
Manuel Carrola, membro do PCP e dirigente da Inter-Reformados, exprimiu a sua experiência nos movimentos Associativos de Reformados.
Na sua análise afirmou que os actuais cálculos das pensões e das reformas, contribuem para que o nosso país tenha os maiores índices de pobreza da União Europeia (UE). Afirmando que aos actuais e futuros reformados não lhes resta outro caminho que não seja lutar para alterar esta situação.
Fez um apelo á participação de todos os reformados nas iniciativas e lutas que tenham como objectivo a melhoria das condições de vida dos reformados.
Aníbal Cabral da DORCB informou os presentes que, no dia 04 de Abril (sábado), no Fundão, vai realizar-se a VIII Assembleia Regional de Organização, e que vai estar presente o Secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
Patrícia Machado, fez uma análise á actual situação política, sublinhando os pontos onde os reformados são mais afectados e, por essas razões, a inevitável e consequente miséria inerente.
Concluiu a sua intervenção chamando a atenção para o empenho e mobilização de todos, para os três actos eleitorais que se avizinham, para assim termos bons resultados eleitorais.
Um camarada presente, em nome da Comissão de Freguesia de Tortosendo, desejou as boas vindas e saudou a camarada Patrícia Machado, pelo facto de ser a primeira vez que ela veio ao Tortosendo desempenhar tarefas partidárias, foi-lhe desejado muito sucesso na tarefa de dirigente da DORCB, o mesmo camarada informou também os presentes que no próximo dia 07 de Março se realiza um JANTAR COMEMORATIVO DO 88º ANIVERSÁRIO DO PCP.


A LUTA TAMBÉM SE FAZ NO PARLAMENTO CONTRA A FOME E A MISÉRIA

http://videos.sapo.pt/pMEZYGFnCRNJ9N495UED

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Convocatória

Partido Comunista Português
Plenário de Reformados
Dia 09 de Fevereiro (2ª Feira)
15 horas - No Centro de Trabalho Tortosendo
Ordem de Trabalhos:
Ponto único - Situação e luta dos reformados e intervenção do nosso Partido
Participa!



A Comissão de Freguesia de Tortosendo do PCP


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ilda Figueiredo no Tortosendo


Ilda Figueiredo como primeira candidata da lista da CDU ao Parlamento Europeu, vai estar presente no Tortosendo no próximo dia 13 do corrente mês.
Na sua deslocação à nossa vila vai, pelas 17 horas, contactar com trabalhdores na zona dos Pinhos Mansos e pelas 18 horas estará na Praça da Liberdade para contactos com a população seguindo-se uma arruada pelo centro da Vila.
No acto público de apresentação Ilda Figueiredo reafirmou que a CDU é uma força necessária e insubstituível que marca a diferença e afirma a ruptura com o pantanoso consenso comunitário das políticas de direita e neoliberais que PS, PSD e CDS-PP defendem e promovem.
A Comissão de Freguesia de Tortosendo do PCP.

Jantar Comemorativo do 88º Aniversário



JANTAR COMEMORATIVO
DO
88º ANIVERSÁRIO DO P.C.P.
Dia:o7 de Março,(sábado) ás 20 horas
na Escola EB-2/3 de Tortosendo
Aos camaradas e amigos que desejem participar nesta iniciativa, a Comissão de Freguesia de Tortosendo, agradece que façam a sua inscrição até ao dia 04 de Março.
Estará presnte a Camarada Patrícia Machado do Comité Central do PCP e responsável pela DORCB (Direcção da Organização Regional de Castelo Branco)
Na ementa vamos ter:
  • Bacalhau á Brás
  • Sopa
  • Sobremesa / Fruta
  • Bebidas

O Preço por pessoa será de 08,50€ (oito euros e cinquenta cêntimos)

A Comissão de Freguesia de Tortosendo do PCP

domingo, 4 de janeiro de 2009


Covilhã: Mais de 3 mil pessoas no almoço de Natal.
Que belo exemplo de solidariedade, pensei eu, partilhar com os mais necessitados um pouco do que a alguns sobra e a muitos falta. Mas! Há sempre um mas. Olhando a fotografia que acompanha a noticia me dei conta do erro da minha analise. O almoço não era com os mais necessitados mas havia muito boa gente,pela sua aparência que não deve ter problemas com os fins de mês. As palavras de Carlos Pinto dizem tudo: "Não é possível imaginar o Natal sem esta prova de amizade, de reunião e de celebração natalícia" para mais adiante se referir " às viagens dos idosos, as férias na Serra da Estrela e as tardes dançantes do chá com biscoitos." O senhor presidente da câmara sabe escolher os seus beneficiados, até porque com outros não ficaria tão bem na fotografia. Não sei quanto custou o festim, mas uma certeza tenho, a verba não saiu dos bolsos do senhor Presidente da Câmara. E uma outra que toda a gente deve saber, aproximando-se as eleições é uma maneira de comprar votos com o dinheiro do contribuente. Aqueles que não tiveram direito ao festim, que vão aguardando por melhores dias, que vão fazendo mais um furo no cinto e que o esperem à porta da Câmara e lhe estendam a não. Poderá ser que lhes deseje um BOM ANO NOVO.
Madeira

domingo, 14 de dezembro de 2008

PCP - Congresso - Tempo de Antena

É só clicar

Aproveite e ouça

http://videos.sapo.pt/ByvQGz79wdzsMl7OVgAw

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 12 DE DEZEMBRO DE 2008

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 12 DE DEZEMBRO DE 2008
No dia 12 de Dezembro de 2008 teve lugar uma Sessão Ordinária da Assembleia Municipal da Covilhã. Esta Assembleia tinha como assunto primordial a apreciação do Plano e Orçamento da Câmara Municipal para o ano de 2009.Os eleitos da CDU, para além de outras intervenções, fizeram as quatro que aqui se publicitam, porque ficaram a meu encargo.Nesta Assembleia houve um facto de grande significado politico. O grupo do PS (o maior grupo da oposição) não fez qualquer intervenção. Esta atitude é reveladora do desnorte, descoordenação, desleixo e abandono dos eleitos do PS. Afinal de contas estavamos a apreciar o documento mais importante na vida concelhia que irá ter reflexo no próximo ano, com as autárquicas à porta.Assim, se estiver interessado nos assuntos da autarquia concelhia, faça a leitura das quatro intervenções. Pelo menos ficará a conhecer o que pensa a CDU sobre os documentos apresentados e a gestão municipal.
Assembleia Municipal de 12 de Dezembro. Tema da In...
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quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O GOVERNO PS LIQUIDA AS MICRO-PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS (MPMEs)


Apesar das mistificações que o Governo vai repetindo, a crise atinge em força a economia nacional, está a destruir o nível e qualidade de vida de todos os que vivem do seu trabalho e vai continuar a agravar-se!
É uma crise do sistema capitalista, resultante da própria natureza do poder económico, da banca e das multinacionais, que sempre decidem pelo máximo lucro em seu proveito, e em que o Governo PS/Sócrates é o responsável pela situação de declínio nacional e de crise da economia real em que se afundam as MPMEs!
A situação económica e social continua a degradar-se, a estagnação é real e a recessão cada vez mais inevitável. A inflação oficial é de 2,9%, mas na realidade é muito superior, as exportações estão em queda, cresce o desemprego, a precariedade, os salários baixos e em atraso e o consumo afunda-se, levando as MPMEs e a economia para o desastre.
Só este ano estima-se em mais de 15% a falência de MPMEs no distrito.Em Castelo Branco, Covilhã e Fundão as vendas do pequeno comércio terão caído em Agosto e Setembro mais de 30%.
Cresce o número das MPMEs que antecipam férias, reduzem actividade, rescindem contratos e se endividam até à exaustão, ou até que o Tribunal as declare falidas e as entregue aos bancos e à especulação imobiliária.
Este é o quadro que decorre das políticas restritivas da União Europeia (UE) e do Governo, das taxas de juro do Banco Central Europeu e dos grandes bancos, dos preços monopolistas da energia e combustíveis, do diferencial do IVA relativamente a Espanha, da proliferação de grandes superfícies – que o Governo apoiou, faltando à promessa de «equilíbrio dos formatos comerciais».
As MPMEs estão numa situação de grandes dificuldades.Muitas estão à beira do estrangulamento!
Em resultado de muitos anos das políticas da UE e dos Governos PS, PSD e CDS/PP de liquidação do aparelho produtivo, ao serviço da banca e das multinacionais.
Devido à fragilidade do mercado interno, aos salários e pensões de miséria e à exploração - a outra face das políticas de concentração da riqueza.
Pela intolerância neoliberal em matéria de défice orçamental, de que resulta menos investimento, restrição da actividade económica e violenta concentração do capital.
Não são aceitáveis desculpas esfarrapadas. Não foi a crise financeira internacional que criou esta situação às MPMEs, mas sim anos e anos de políticas de direita. A crise, de que este Governo é também responsável, veio apenas tornar os problemas ainda mais graves e de mais difícil resolução.
A política do Governo PS é errada e injusta.
Desta forma os problemas vão continuar a agravar-se!
O Orçamento de Estado para 2009 insiste nas orientações que conduziram a economia nacional à estagnação e muitas MPMEs à situação de morte anunciada. No essencial, haverá verbas frescas para pouco mais que o eleitoralismo do PS.
A redução de IRC terá uma ligeira incidência nas MPMEs apenas em 2009, no período eleitoral. E recorde-se que, há um ano, o Governo reduziu 5% no IRC para o interior (em média 8€/mês para as MPMEs do distrito) e ninguém deu por isso. A crise agravou-se e aumentaram as falências. Quem já este ano paga apenas 12,5% de taxa de IRC é a banca, com benesses fiscais de 1,8 mil milhões de euros.
Apoiar as MPMEs e dignificar os trabalhadores é condição essencial para responder à crise e apoiar a economia.
Em Portugal, as MPMEs são 99,4% do total de empresas, com 49,1% do volume de negócios e 62,2% do emprego. E o estrangulamento em que hoje se encontram é um problema de enorme gravidade, não só para as MPMEs mas para o país no seu todo.
Não há desenvolvimento económico possível que não passe pela defesa, dinamização e progresso das MPMEs, um sector essencial da economia nacional.
Não há desenvolvimento económico e social que não passe pela melhoria do nível e qualidade de vida dos trabalhadores e das populações. Doutra maneira é impossível o crescimento do consumo, do mercado interno, da produção nacional e das MPMEs.
As MPMEs as suas associações têm uma palavra a dizer em sua defesa e da economia nacional. Só uma forte manifestação de protesto pode tornar possível outra política!
Para fazer frente à crise, defender as MPMEs e desenvolver o país, o PCP propõe:- que o Estado apoie as MPMEs, tecnicamente, na fiscalidade, no acesso ao mercado e a crédito justo - factor de desenvolvimento e não de enriquecimento da banca (nos últimos 12 meses CGD, BCP, BPI, BES e Santander obtiveram lucros de 2,3 mil milhões de euros e vão agora dividir mais 20 mil milhões de avales do Estado, um prémio do Governo PS pela crise de que são responsáveis e beneficiários);- que, em vez do Código de Trabalho deste Governo, se avance no trabalho com direitos, salários e pensões dignos, serviços públicos de qualidade para todos, investimento, combate às assimetrias regionais e à desertificação, defesa da soberania e da produção nacional.- que se concretize o fim das privatizações e a intervenção do Estado em sectores e áreas estratégicas da economia nacional - uma posição dominante e determinante no sector financeiro e nas empresas de energia, comunicações e transportes, de forma a constituírem alavanca de resposta à crise e de desenvolvimento do país.
O PCP vai continuar a lutar e intervir, na Assembleia da República, no Parlamento Europeu e em todas as esferas da vida nacional, em defesa dos trabalhadores, das populações e das MPMEs. Em defesa dos interesses nacionais. Por uma alternativa à esquerda e um novo rumo para Portugal!

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Para além de Intolerante é..................

Mentir é feio Sr. Presidente!!

Serra da Estrela:
Autarcas negam comunicado que os coloca contra novo pólo turístico


Diversos autarcas da zona da Serra da Estrela desautorizam um comunicado segundo o qual vão tomar medidas contra o novo Pólo Turístico regional, mas que disseram à Agência Lusa não ter subscrito.


Este documento é assinado pelo presidente da Comunidade Urbana das Beiras (Comurbeiras), Carlos Pinto, que preside à Câmara da Covilhã, e anuncia que os municípios de Almeida, Covilhã, Fundão, Figueira de Castelo Rodrigo, Manteigas, Mêda, Pinhel, Sabugal, Trancoso e Gouveia, todos do PSD, "decidiram não integrar o novo pólo" por discordância com os estatutos.

Anuncia ainda que os autarcas vão pedir em tribunal a suspensão dos estatutos e que se estes não forem alterados vão criar "uma nova entidade" de promoção turística.

Apesar de defenderem alterações nos estatutos, os autarcas em causa, contactados pela Agência Lusa, não subscrevem as decisões anunciadas em seu nome e desconheciam o comunicado.

Segundo referem, as reservas quanto à composição da assembleia-geral prevista nos estatutos do novo pólo teve uma abordagem informal, à margem da última reunião da Comurbeiras, fora da ordem de trabalhos e sem deliberações.

"Houve uma conversa informal em que o presidente da Câmara do Fundão sugeriu que Carlos Pinto servisse de ponte para dialogar com o Governo e alguns municípios concordaram. Foi uma conversa, ninguém ficou mandatado. Este comunicado é abusivo", criticou o autarca de Manteigas, José Biscaia.

"Além do mais, a maioria das câmaras ainda nem deliberaram sobre o assunto", acrescentou.

"O Sabugal não tem nada a ver com esse comunicado. Se é referido, é abusivamente. Nem estivemos nessa reunião", disse Manuel Rito, presidente do município, que recusa comentar o processo do novo pólo turístico.

"Consideramos legítimo que o Governo aprove os estatutos, mesmo nós discordando de alguns aspectos", nomeadamente sobre quem tem assento na assembleia-geral, critica comum entre os autarcas em causa.

"Mas estamos dentro do pólo e queremos articular vontades", sublinhou Júlio Sarmento, presidente da Câmara de Trancoso.

"Uma coisa é os autarcas concertarem posições, outra é a Covilhã anunciar uma posição e depois querer levar outros a reboque". No encontro em que esteve presente o vice-presidente da autarquia "ninguém ficou mandatado e não autorizo que se inclua Trancoso nesse comunicado", sublinhou.

"É um comunicado extemporâneo, que não devia existir", acrescentou António Ruas, autarca de Pinhel. Álvaro Amaro, edil de Gouveia, diz ter ficado "surpreendido com o teor do documento", apesar de pessoalmente manifestar "absoluta discordância" com o processo de constituição do pólo turístico.

No entanto, o executivo municipal só deve discutir o assunto "no dia 27", acrescentou.

António Ribeiro, presidente da Câmara de Almeida, defende mais diálogo antes das medidas anunciadas, como o recurso aos tribunais. "Isso deve ser um caso extremo", sublinhou.

Mais a norte, João Mourato, presidente da Câmara de Mêda, diz que não se revê no pólo turístico da Serra da Estrela, mas "por outras razões". "Porque o lugar de Mêda, em termos de turismo, é o Douro", concluiu.

Apesar de desconhecer o comunicado e remeter decisões para o seu executivo, Edmundo Ribeiro, autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, questiona o facto dos estatutos do novo pólo integrarem empresas privadas que nem sequer abrangem o concelho.

Apesar das tentativas, não foi possível ouvir o presidente da Câmara do Fundão, Manuel Frexes.Confrontado pela Agência Lusa com as queixas dos autarcas, o presidente da Câmara da Covilhã não quis prestar declarações.

RTP


Vergonhosa a atitude do autarca Carlos Pinto que se sobrepôs às opiniões dos outros autarcas em nome da Comurbeiras, mentindo à descarada para manter a sua birra com Jorge Patrão...

Não será esta uma atitude fascizante??

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Intervenção do PCP na Assembleia Municipal de 20 de Outubro

PARTIDO COMUNISTA PORTUGUÊS/COLIGAÇÃO DEMOCRÁTICA UNITÁRIA

 

Exm.o Senhor Presidente

Exm.os Senhores e Senhoras Membros da Assembleia Municipal

Exm.os  Senhores convidados e demais autoridades civis e militares presentes

 

Comemoramos hoje o Dia da Cidade

 

Comemoramos 138 anos de elevação da Covilhã a Cidade num contexto sócio – económico e financeiro mundial, de grave crise, de endividamento do município e de guerra aberta da maioria que gere a Câmara Municipal com os ambientalistas e com outras estruturas associativas.

 

Comemoramos 138 anos de uma cidade, sede de um Concelho, governado na base da prepotência de uma maioria, do clientelismo partidário e de interesses vários dos quais é difícil descortinar o interesse público, ou seja o interesse do Concelho.

 

Comemorar um aniversário é também a oportunidade para se reflectir sobre percursos, estratégias de intervenção e de desenvolvimento.

 

Para o PCP e seus companheiros da CDU a crise do capitalismo vem agravar as dificuldades dos trabalhadores, das micro e médias empresas, das famílias e pensionistas do nosso Concelho.

 

As medidas do governo visam passar o custo da crise para as populações e garantir a concentração do capital.

 

A dependência externa do país, os défices estruturais, a fragilidade do tecido produtivo, o défice externo (cerca de 80% do PIB), o fixismo neoliberal em matéria de défice orçamental – que outros países já aliviaram – e uma política de concentração da riqueza e de dificuldades para os trabalhadores, o tecido produtivo e as Micro-PMEs são factores que pesam negativamente na evolução da situação económica e social.

As previsões do Governo PS/Sócrates, frequentemente revistas em baixa, continuam, mesmo assim, sobreavaliadas - a situação real é bem pior do que se anuncia.

 

A taxa de inflação disparou da subavaliação inicial de 2,1%, para 2,6%, mas os números já existentes de 2008 indiciam que ultrapassará os 3%.

 

Para o PIB foi inicialmente apontado um crescimento de 2,2%, mas já é claro que o valor final será inferior a 0,8% (o mais baixo dos últimos anos) ou atingirá a estagnação (que se poderá prolongar nos próximos 2 a 3 anos).

 

Por outro lado a evolução das variáveis macroeconómicas (procura externa líquida, consumo interno, investimento) e a recessão dos países de destino de 70% das exportações nacionais (Alemanha, Espanha) são elementos de grande preocupação.

 

O Governo toma algumas medidas ditas de “combate à crise”, mas com incidência apenas no ano que vem, em período eleitoral. É o caso das migalhas nos escalões mais baixos do IRS e do 13º mês do abono de família, ou da redução do IRC das PMEs.

 

Recorde-se que, em Setembro de 2007, o Governo reduziu 5% na taxa de IRC para o interior, um desconto médio de 8€/mês para as PMEs do distrito.

 

Ninguém deu por isso.

 

A crise agravou-se e cresceu o número de falências.

 

Os juros dos empréstimos à compra de habitação estrangulam centenas de milhar de famílias e o Governo nada faz para alterar a situação.

O Governo não responde à exigência do PCP de aumento imediato de salários e pensões, de contenção dos preços dos bens essenciais, da água, luz, gás e combustíveis e de redução efectiva dos custos do crédito à habitação.


Para enfrentar a crise é urgente a ruptura com as políticas de direita do Governo PS/Sócrates.

 

É urgente uma política alternativa - o controlo do Estado sobre as alavancas essenciais do sistema financeiro e as grandes empresas dos sectores estratégicos da economia, a aposta no investimento, a defesa da produção nacional, o apoio às Micro-PMEs, a elevação do nível de vida dos trabalhadores, reformados e populações – um novo rumo de desenvolvimento para o país.

 

 

É neste contexto nacional que comemoramos os 138 anos da elevação da Covilhã a Cidade.

 

É este o ambiente sócio – económico e financeiro em que vivemos e aquelas são as nossas propostas para enfrentar a crise e caminharmos para um novo modelo de desenvolvimento.

 

A Cidade e o Concelho, à semelhança do País, necessita daquelas medidas e de outras de incidência local.

 

Uma das lições que a Cidade pode retirar da actual crise financeira é a de que é perigoso viver nos limites do endividamento e que é necessário tomar medidas face ao previsível decréscimo das receitas municipais provocado por uma redução da actividade económica concelhia.

 

No último número do Noticias da Covilhã, o seu Director José Geraldes, citando Richard Florida, fala-nos do conceito de cidades criativas e da teoria dos 3 Ts (Tecnologia, Talento e Tolerância).

 

Enquadrando o conceito nas cidades da nossa região iremos descobrir que afinal de contas todas elas têm elementos que se enquadram na teoria dos Ts.

 

Aplicando o conceito à nossa cidade identifica o Parkurbis, a UBI, a Faculdade de Medicina, grupos de teatro e música, que não quantifica nem identifica.

 

Identificou, desta forma, alguns exemplos do T de tecnologia e do T de talentos.

 

Significativo, para mim, foi o facto de não ter dado qualquer exemplo do T de tolerância.

 

E não o deu porque ela não existe no relacionamento entre quem decide na cidade e os munícipes, associações, instituições e eleitos autárquicos de outras forças políticas.

 

O tratamento igual de qualquer cidadão, princípio da Administração Pública, não existe. Os procedimentos administrativos e a aplicação dos regulamentos é feita de forma desigual de acordo com o local, espaço, o tempo e as pessoas.

 

As Juntas de Freguesia, as Colectividades e as Instituições são tratadas de forma desigual por intolerância perante as opções das populações, dos sócios e das comunidades.

 

Não se respeita a oposição e os seus direitos legais e procura-se condicionar a atitude, a linguagem e o acesso à informação por parte dos eleitos.

 

Para diminuir e reduzir a intervenção dos oponentes criam-se processos de carácter político, envolvem-nos em processos judiciais e inventam-se mentiras.

 

 

 

 

Concede-se apoio em património a uma empresa privada no ramo do ensino que envolve valores suficientes para a construção de duas ou três escolas públicas de qualidade.

 

Cedem-se instalações remodeladas a uma empresa e desalojam-se vários vendedores criando problemas a vários utentes do mercado municipal.

 

Como se não existissem outras soluções.

 

Tratam mal dirigentes ambientalistas e outros que deram o seu contributo à cidade e ao Concelho.

 

Obrigam-se as crianças e os jovens a pagar taxas e transportes no acesso à educação, ao desporto e ao lazer mas dão-se apoios e pagam-se excursões e festas a adultos com mais de 65 anos e com milhares de euros de rendimento.

 

Enfim, um rol de intolerâncias, de incoerências e de atentados ao interesse público municipal.

 

Nestas comemorações dos 138 anos da elevação da Covilhã a Cidade é preciso dizer e afirmar que também aqui é necessário criar a ruptura com esta gestão da Cidade para que seja possível aplicar à Covilhã o conceito de cidade criativa.

 

Os desafios do futuro são muitos e diversificados que obrigam à mobilização e participação criativa de todos os Covilhanenses.

 

Por último, uma nota positiva.

 

A decisão da Câmara Municipal que inclui a homenagem ao falecido camarada Carlos Andrade é justa.

 

É justa porque o covilhanense Carlos Andrade dedicou a sua vida aos outros, à sua cidade e ao seu país.

 

Trabalhou e lutou pela valorização e melhoria das condições de vida do ser humano que, no sistema capitalista, é tratado como mero agente da produção de bens e serviços e oportunidade de acumulação de mais valias.

 

Entendeu, e por isso optou pela sua militância no Partido Comunista Português, que é necessário transformar a sociedade, mudar esta realidade social amarga e injusta, esta sociedade de classes, de miséria e de fome, em uma outra onde a justiça social esteja presente e o ser humano seja o objecto, se realize enquanto ser social e beneficie da riqueza produzida.

 

Perseguindo a sua utopia, o seu sonho, foi um, entre tantos, que com o seu esforço e o seu trabalho social, ajudou a criar as condições objectivas e subjectivas para o derrube do regime fascista. Foi um anti fascista militante.

 

E viveu a liberdade da sua utopia, a liberdade com que sonhava.

 

E participou, antes e depois do 25 de Abril de 1974, na criação de melhores condições materiais para os seus pares – operários como ele –, no movimento sindical e de melhores condições de vida para a sua comunidade na sua participação nas autarquias.

 

Era um homem curioso, sempre atento e aberto às novas realidades, procurando entender a sociedade e o mundo utilizando a sua experiência e a dos outros que recolhia em diálogo franco e aberto, em leituras diversificadas e na sua paixão – O cinema.

 

Gostava de ouvir os outros e de os questionar.

 

Gostava de ver, com olhos críticos, obras cinematográficas com conteúdo social e de comportamento humano diversificado.

 

Era um cidadão atento e interventivo que não se acomodou e que agiu, sempre, em prol do ser humano.

 

É justo que a comunidade reconheça o seu esforço e valorize a sua atitude inconformista perante a ausência de liberdade, perante as injustiças sociais e a sua acção de construtor de novas relações humanas.

 

Disse!

 

Assembleia Municipal, 20 de Outubro de 2008

 

Os eleitos da PCP/Coligação Democrática Unitária