segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Festa do Avante! 2010
Tudo sobre a Festa
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Festa do Avante! 2010
EPs à venda no Centro de Trabalho do Tortosendo do PCP
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sábado, 7 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Saudação aos Emigrantes
No sítio Internet do PCP, foi publicada anteontem uma mensagem de Jerónimo de Sousa, saudando os muitos milhares de portugueses que no estrangeiro buscam uma vida melhor e regressam agora, para um merecido período de férias junto da família e dos amigos.
Na breve vídeo-mensagem, o Secretário-geral do PCP chama a atenção dos emigrantes para o País que vêm encontrar e que, tal como sucede pelos quatro cantos do Mundo, está a ser alvo de uma violenta ofensiva por parte do grande capital. O Governo do PS, apoiado nos seus objectivos pelo PSD, está a impor sacrifícios aos trabalhadores, ao mesmo tempo que deixa intocáveis os lucros e os privilégios dos grandes grupos económicos. Roubo nos salários, aumento dos impostos e encerramento de escolas são apontados por Jerónimo de Sousa como exemplos de medidas que vão acentuar as injustiças e que levarão, inevitavelmente, a uma nova vaga de emigração.
Assim se justifica a posição do PCP, que defende uma ruptura com este rumo, uma mudança na política nacional. Entre outras medidas, necessárias e também possíveis, o dirigente comunista refere o crescimento do emprego e dos salários, a melhoria dos serviços públicos, o apoio à produção nacional e o apoio aos emigrantes, enfatizando que é por esta política de esquerda, patriótica, alternativa, que o PCP luta, em estreita ligação com os trabalhadores e o povo, em estreita ligação com as comunidades emigrantes.
O Secretário-geral do PCP reafirma, por fim, que milhares de emigrantes e suas famílias podem contar com o PCP.
O vídeo do Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa encontra-se no post anterior
«rentrées e comícios»
Todos os dias!
Um conhecido diário nacional já publicou, à semelhança de outros anos, a notícia das «rentrées». Nela somos informados que os «Partidos voltam aos comícios em clima de pré-crise». A notícia, além do óbvio problema do desfasamento da realidade – o povo e o País vive não uma «pré-crise» mas uma profundíssima crise social, económica e política – reincide, mais um ano e mais uma vez, no erro de apresentar como igual aquilo que é muito diferente.
É que, no que toca ao PCP, nem fechámos para férias nem vamos «regressar aos comícios». Não fechámos para férias porque os problemas dos trabalhadores portugueses não fizeram um intervalo no mês de Agosto e por isso aí estamos junto deles estimulando as suas lutas, umas em defesa do posto de trabalho que após as férias pode já lá não estar, outras resistindo aos cortes nos apoios sociais que atiram para a tragédia famílias inteiras. E não vamos «regressar aos comícios» porque, contrariamente a outros, nunca embarcámos nas ridículas teorizações de que a «política moderna» se faz através das televisões, da internet e de um ou outro «fogacho» mediático, sem pessoas, sem participação popular e colectiva. Por isso este mês de Agosto, à semelhança de Julho e de tantos outros meses, será para o PCP um mês de intenso contacto com os trabalhadores, com as populações, com iniciativas várias e vários comícios.
Mas é também o mês da fase final de construção da Festa do «Avante!» a maior iniciativa político-cultural portuguesa erigida a pulso pelas ideias, o trabalho e os ideais de milhares de jovens, homens e mulheres comunistas e sem partido. Uma iniciativa ímpar no plano nacional que dá à política o seu mais nobre sentido – construção colectiva de um presente e futuros colectivos – e que espelha o País real, o seu povo, os seus problemas, a sua cultura, a sua gastronomia, os seus sonhos e a possibilidade de os realizar. Quem constrói a «Festa» garante o seu funcionamento e a visita não é um mero espectador da política, é um participante activo, é um militante da esperança, da confiança, da coragem, da determinação, da solidariedade, camaradagem e alegria. É por isso que a Festa do «Avante!» nunca deveria figurar na notícia das «rentrées» como «mais um comício». Nunca deveria ser assim porque a Festa do «Avante» não «regressa» de lado nenhum, simplesmente existe com uma força imensa, como existe este Partido, o seu ideal e o nosso povo, todos os dias!
Ângelo Alves
Avante de 5/08/04
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Assembleia Municipal da Covilhã de Julho de 2010
Propostas de aplicação do IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis)
Moção contra as portagens nas Auto Estradas/SCUTs
Intervenção política sobre o Mercado Municipal
consulte em www.paulvitorreissilva.blogspot.com
Moção contra as portagens nas Auto Estradas/SCUTs
Intervenção política sobre o Mercado Municipal
consulte em www.paulvitorreissilva.blogspot.com
domingo, 25 de julho de 2010
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Voltar ao passado!?

Pagando pela descarada traição aos seus próprios eleitores o PS perdeu a maioria absoluta nas últimas eleições. Se continuar pelo mesmo caminho – e não se vê como poderá alterá-lo, com este Secretário Geral e este Governo – no próximo acto eleitoral a sangria de votos continuará, o que o fará perder o poder.
Entra em cena o recém-empossado Pedro Passos Coelho, presidente do outro partido “numeroso” do panorama político nacional. Mesmo atendendo a que uma boa parte do trabalho sujo já foi feito pelo executivo de Sócrates, não serão tempos fáceis, aqueles que se aproximam. Desengane-se quem pensa em Passos Coelho como sendo um rapaz simpático com voz de locutor (piroso) de rádio de local. Não! Por detrás daquele ar de manequim de montra da Rua dos Fanqueiros, daquela expressão vazia em que apenas se destaca o tique afectado e irritante das “boquinhas”, enquanto fala, está um oportunista ambicioso que planeia este momento já desde os bancos da escola e da JSD.
Passos Coelho, na sua ânsia de agradar à velha escola mais conservadora do seu partido, quer mostrar-se tão amante de Sá Carneiro, que pretende fazer regressar o país exactamente aos tempos da juventude de Sá Carneiro, ao Estado Novo, eufemismo normalmente utilizado para nomear o fascismo português.
Nesta questão da revisão da Constituição da República Portuguesa, até o facto de a apresentar completamente fora de tempo, mostra, no entanto, que para já está apenas à pesca de reacções. Está a medir o pulso ao sentir da “rua” e dos partidos da esquerda, incluindo o que resta de esquerda no Partido Socialista. Aí temos, para o provar, esta revoada de “propostas”, chocantes até para alguns dos membros do seu partido. Cenouras, para um patronato inculto e sem vergonha, que não vê outra saída para a (sua) crise, senão a exploração desenfreada dos seus “colaboradores”. Puras provocações, para quase todo o resto da sociedade. Em termos globais, um retrocesso civilizacional cozinhado por um grupo liderado, ironicamente, por um monárquico, o calhordas Paulo Teixeira Pinto, corrido do BCP por incompetência... (embora com os bolsos recheados de milhões) e que foi o melhor que Coelho imaginou como cérebro para estudar a revisão da Constituição da República.
Sobre cada uma das “propostas” do PPD-PSD, como, por exemplo, a fúria privatizadora – que pelos vistos o PS não conseguiu satisfazer na totalidade – em sectores como o ensino, a saúde, ou o que resta do sector público da economia, vamos ouvir falar muita gente nos próximos dias. Interessará estar atento e ouvir... de preferência quem sabe o que diz e diz a verdade. Quem tenha dado provas de não querer enganar e trair os portugueses.
Por mim, estou convencido de que o caminho ascendente que Passos Coelho e o PSD vinham fazendo, foi interrompido, ou pelo menos, desacelerado, por este ruidoso tiro no pé. Passos Coelho mostrou que, mesmo sendo inegavelmente ambicioso, é também algo estúpido. O facto de andar já a multiplicar-se em "explicações" e "ponderações", talvez mostre que até ele já o percebeu.
Quem, sem ser por estupidez, acha que atrai eleitorado, obrigando uma grande fatia da população a passar pela humilhação de ter que fazer prova de pobreza nos Centros de Saúde, para que lhe seja concedido o direito a um tratamento... isto quando uma grande parte desses “novos pobres” ainda nem é sequer capaz de assumir a sua situação?
Quem, sem ser por enorme estupidez, acha que o momento em que existe em Portugal um número de desempregados que já ultrapassa em muito os 600.000... e que não pára de crescer, é a oportunidade ideal para “legalizar” os despedimentos individuais por dá cá aquela palha?
Resumindo, se Passos Coelho está "à pesca", a medir o pulso à capacidade de resposta dos trabalhadores e do povo em geral, espero que tenha prontamente essa resposta: clara, sonora, em cheio no meio da cara!
Democraticamente cedido pelo Cantigueiro
domingo, 4 de julho de 2010
Boletim Informativo
Parque Infantil - Jardim Público
EDITORIAL
Aí temos o governo, seguindo orientações de Bruxelas e da Alemanha, a pedir mais sacrifícios ao povo, aos mesmos de sempre. Depois de terem engordado os bancos e o sistema financeiro com biliões de Euros, para salvar o sistema capitalista numa das suas crises mais profundas, vêm pedir aos mais necessitados que paguem a factura.
É imoral e razão do protesto o aumento do IVA, do IRS, a redução dos apoios aos desempregados, aos reformados, o pagamento de portagens, o encerramento de escolas e o aumento dos custos com a saúde.
Mais imoral e escandaloso quando o governo se recusa a adoptar medidas (propostas pelo PCP) de imposição à banca de uma taxa efectiva de IRC de pelos 25% sobre os seus lucros e de aplicação de imposto sobre transacções na bolsa, incluindo as mais – valias bolsistas.
O governo mostra assim de que lado está. Amigo do grande capital financeiro especulativo e bolsista mas de costas viradas aos trabalhadores, aos reformados, aos desempregados (mais de 600 mil, 11% da população) e aos jovens à procura de emprego (mais de 100 mil, 26% da juventude), à população em geral.
Em democracia, a intervenção cívica com propostas ou com protestos é um dever de todo e qualquer cidadão que pretende uma vida melhor para o ser humano.
Participar na luta organizada pelas estruturas unitárias (sindicatos), nas iniciativas do PCP e no seu reforço é o caminho e a escolha certa da vida. Adere ao PCP.
Aí temos o governo, seguindo orientações de Bruxelas e da Alemanha, a pedir mais sacrifícios ao povo, aos mesmos de sempre. Depois de terem engordado os bancos e o sistema financeiro com biliões de Euros, para salvar o sistema capitalista numa das suas crises mais profundas, vêm pedir aos mais necessitados que paguem a factura.
É imoral e razão do protesto o aumento do IVA, do IRS, a redução dos apoios aos desempregados, aos reformados, o pagamento de portagens, o encerramento de escolas e o aumento dos custos com a saúde.
Mais imoral e escandaloso quando o governo se recusa a adoptar medidas (propostas pelo PCP) de imposição à banca de uma taxa efectiva de IRC de pelos 25% sobre os seus lucros e de aplicação de imposto sobre transacções na bolsa, incluindo as mais – valias bolsistas.
O governo mostra assim de que lado está. Amigo do grande capital financeiro especulativo e bolsista mas de costas viradas aos trabalhadores, aos reformados, aos desempregados (mais de 600 mil, 11% da população) e aos jovens à procura de emprego (mais de 100 mil, 26% da juventude), à população em geral.
Em democracia, a intervenção cívica com propostas ou com protestos é um dever de todo e qualquer cidadão que pretende uma vida melhor para o ser humano.
Participar na luta organizada pelas estruturas unitárias (sindicatos), nas iniciativas do PCP e no seu reforço é o caminho e a escolha certa da vida. Adere ao PCP.
ACESSO AO CASAL DA SERRA
Os maus acessos ao Bairro do Casal da Serra é um problema desde há muito sentido e que tem sido, por nós, denunciado nos nossos Boletins Informativos e nas reuniões da Assembleia de Freguesia.
O piso degradado começa ao fundo da Avenida Montes Hermínios onde, a horas de ponta é quase impossível transitar (que o digam os pais das crianças que têm de ir pôr e buscar seus filhos ao Infantário “Capuchinho Vermelho” e à Escola do Primeiro Ciclo, ali existentes)
Mais acima, junto aos depósitos da água, encontramos um piso sinuoso, propício a provocar acidentes porque há falta de visibilidade, para quem circula de automóvel. Para os peões as bermas estão há muito tempo a carecer de uma requalificação (passeios e valetas) e encaminhamento das águas pluviais.
Em visitas, recentemente efectuadas pelos eleitos e candidatos do PCP verificámos acumulação de lixo, o que revela não haver uma recolha eficaz e ausência de limpeza dos arruamentos e escadarias que se encontram cheias de ervas daninhas.
Não aceitamos esta situação nem o argumento da crise. Porque se a Junta de Freguesia diz que não tem dinheiro para obras de requalificação não se entende porque razão tem um eleito (o secretário) a meio tempo a ganhar cerca de 600 €/mês (situação única no Concelho).
Os maus acessos ao Bairro do Casal da Serra é um problema desde há muito sentido e que tem sido, por nós, denunciado nos nossos Boletins Informativos e nas reuniões da Assembleia de Freguesia.
O piso degradado começa ao fundo da Avenida Montes Hermínios onde, a horas de ponta é quase impossível transitar (que o digam os pais das crianças que têm de ir pôr e buscar seus filhos ao Infantário “Capuchinho Vermelho” e à Escola do Primeiro Ciclo, ali existentes)
Mais acima, junto aos depósitos da água, encontramos um piso sinuoso, propício a provocar acidentes porque há falta de visibilidade, para quem circula de automóvel. Para os peões as bermas estão há muito tempo a carecer de uma requalificação (passeios e valetas) e encaminhamento das águas pluviais.
Em visitas, recentemente efectuadas pelos eleitos e candidatos do PCP verificámos acumulação de lixo, o que revela não haver uma recolha eficaz e ausência de limpeza dos arruamentos e escadarias que se encontram cheias de ervas daninhas.
Não aceitamos esta situação nem o argumento da crise. Porque se a Junta de Freguesia diz que não tem dinheiro para obras de requalificação não se entende porque razão tem um eleito (o secretário) a meio tempo a ganhar cerca de 600 €/mês (situação única no Concelho).
JARDIM PÚBLICO
O Jardim público da nossa freguesia foi, num passado próximo, a sala de visitas do Tortosendo. No Verão, fazia parte do roteiro dos Tortosendenses que, ao fim da tarde ali procuravam e encontravam um pouco de frescura e a possibilidade de encontrar um amigo para uma “cavaqueira” e assim se proporcionavam alguns momentos de convívio. Havia, também, um Parque Infantil onde os filhos, ou os netos, podiam dar largas às suas brincadeiras, havia também sanitários mais ou menos decentes para os frequentadores fazerem as suas necessidades fisiológicas.
Hoje o Jardim Público, tem um aspecto de abandono, não é atractivo e não tem o essencial para atrair os Tortosendenses que desejavam frequentar aquele espaço.
Para além da criação de uma melhor acessibilidade às pessoas com deficiência nada mais foi feito, o que lamentamos, pois este espaço já foi orgulho de todos nós.
Na reunião ordinária da Assembleia de Freguesia de 30 do mês passado chamamos a atenção para a realidade existente, nomeadamente para o estado calamitoso e vergonhoso do Parque Infantil e dos Sanitários.
Da maioria PSD na autarquia (Assembleia e Junta de Freguesia) silêncio absoluto.
O Jardim público da nossa freguesia foi, num passado próximo, a sala de visitas do Tortosendo. No Verão, fazia parte do roteiro dos Tortosendenses que, ao fim da tarde ali procuravam e encontravam um pouco de frescura e a possibilidade de encontrar um amigo para uma “cavaqueira” e assim se proporcionavam alguns momentos de convívio. Havia, também, um Parque Infantil onde os filhos, ou os netos, podiam dar largas às suas brincadeiras, havia também sanitários mais ou menos decentes para os frequentadores fazerem as suas necessidades fisiológicas.
Hoje o Jardim Público, tem um aspecto de abandono, não é atractivo e não tem o essencial para atrair os Tortosendenses que desejavam frequentar aquele espaço.
Para além da criação de uma melhor acessibilidade às pessoas com deficiência nada mais foi feito, o que lamentamos, pois este espaço já foi orgulho de todos nós.
Na reunião ordinária da Assembleia de Freguesia de 30 do mês passado chamamos a atenção para a realidade existente, nomeadamente para o estado calamitoso e vergonhoso do Parque Infantil e dos Sanitários.
Da maioria PSD na autarquia (Assembleia e Junta de Freguesia) silêncio absoluto.
PARQUE DE S. MIGUEL
Este espaço foi criado para a feira que tem lugar em Setembro, mercados e outros eventos. Infelizmente, passado um ano da sua inauguração, só serviu para as Sopas e Feira de Setembro de 2009.
Na ausência de iniciativas próprias da Junta de Freguesia instalou-se uma esplanada no palco do anfiteatro. Reconhecemos a imaginação e a criatividade do executivo da freguesia e a solução inédita para a utilização daquele espaço. Assim, quem visita o parque pode sentar-se no anfiteatro assistindo a um quadro vivo da vida Tortosendense e à actividade que muitos de nós gostamos (conversar com os amigos bebendo uma água ou um bom tinto beirão).
O parque está criado e deve ser melhorado. Mais árvores, mais espaço verde, mais equipamentos de diversão para crianças, mais iluminação, mais equipamentos de depósito de lixo e mais manutenção e vigilância.
Para que o investimento feito tenha alguma utilidade é necessário a organização de um programa anual de actividades culturais e lúdicas para que a população possa de facto utilizar e usufruir daquele espaço.
Para utilização única e só pela feira é redutor e não justifica os valores que se encontram investidos na indemnização a pagar pela expropriação ao proprietário (centenas de milhares de euros) e na obra executada.
OS ELEITOS DO PCP NA ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
A nossa Assembleia tem uma maioria PSD que convive muito mal com as propostas e as críticas da oposição e que esconde a possibilidade da população intervir nas sessões ordinárias, no período dedicado à sua intervenção.
Os eleitos do PCP demonstraram que as contas de gerência de 2009, apreciadas em Abril, continham erros grosseiros. Com alterações orçamentais sem qualquer indicação de aprovação pela Junta e com somas e deduções em diversas rúbricas demonstrativas da incompetência e da ausência de análise dos membros do Executivo.
Em vez da aceitação da crítica e das propostas apresentadas (abrigos de passageiros, passadeiras, requalificação de Jardim Público e de parques infantis, limpeza de arruamentos, entre outras) para a melhoria das condições de vida da população responde-se com a arrogância e a mera provocação.
Em vez de se estimular a participação da população nas sessões ordinárias, nomeadamente com a inclusão na ordem de trabalhos de um período dedicado ao público, obrigatório de acordo com o nº6 do artigo 84º da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro com as alterações introduzidas pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro, esconde-se esse facto e não querem que no edital público das convocatórias conste o ponto de intervenção do público.
Só se entende este comportamento de quem tem medo de ouvir as populações e ser confrontado com os problemas existentes ou com as falsas promessas.
A nossa Assembleia tem uma maioria PSD que convive muito mal com as propostas e as críticas da oposição e que esconde a possibilidade da população intervir nas sessões ordinárias, no período dedicado à sua intervenção.
Os eleitos do PCP demonstraram que as contas de gerência de 2009, apreciadas em Abril, continham erros grosseiros. Com alterações orçamentais sem qualquer indicação de aprovação pela Junta e com somas e deduções em diversas rúbricas demonstrativas da incompetência e da ausência de análise dos membros do Executivo.
Em vez da aceitação da crítica e das propostas apresentadas (abrigos de passageiros, passadeiras, requalificação de Jardim Público e de parques infantis, limpeza de arruamentos, entre outras) para a melhoria das condições de vida da população responde-se com a arrogância e a mera provocação.
Em vez de se estimular a participação da população nas sessões ordinárias, nomeadamente com a inclusão na ordem de trabalhos de um período dedicado ao público, obrigatório de acordo com o nº6 do artigo 84º da Lei nº 169/99, de 18 de Setembro com as alterações introduzidas pela Lei nº 5-A/2002, de 11 de Janeiro, esconde-se esse facto e não querem que no edital público das convocatórias conste o ponto de intervenção do público.
Só se entende este comportamento de quem tem medo de ouvir as populações e ser confrontado com os problemas existentes ou com as falsas promessas.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
sábado, 22 de maio de 2010
PCP apresenta Moção de Censura ao governo e à política de direita
O PCP apresenta hoje na Assembleia da República uma Moção de Censura ao Governo, que exprime a mais elevada rejeição institucional e que para além disso se assume pela sua dimensão política numa censura igualmente dirigida em simultâneo ao PS e ao PSD e à política de direita que estes praticam.
Na intervenção de abertura, Jerónimo de Sousa afirmou que esta Moção de censura visa trazer à tribuna da Assembleia da República um profundo e largo sentimento de indignação e protesto que actualmente perpassa no País, sentido pelos trabalhadores e por diversos sectores e camadas anti-monopolistas.
Jerónimo de Sousa afirmou ainda que ao contrário do PS e PSD nós confiamos nos trabalhadores e na sua luta. Na sua razão para lutar como vão fazer no próximo dia 29 de Maio! Confiamos nos patriotas e democratas que querem um Portugal soberano e de progresso! O Governo merece esta censura!
Durante o debate, diversas perguntas foram feitas pelos deputados comunistas, confrontando o Governo, PS e PSD, com as decisoes e acordos feitos nos últimos dias, que agravam as condições de vida trabalhadores e do povo, que comprometem o futuro do país.
Na intervenção de encerramento, Bernardino Soares afirmou que «esta Moção de Censura é um momento de clarificação. Entre quem está com esta política de direita, seja no governo e na oposição e quem combate este rumo de desastre; entre quem não se conforma com as injustiças, e os que as promovem; entre os que defendem os interesses do país e os que aceitam as chantagens dos "mercados"; entre os que assumem os anseios dos trabalhadores e os que assumem os desígnios do grande capital; entre os que escolhem dar resposta às necessidades do povo português e os que preferem as imposições da União Europeia.»
Ao encerrar a intervenção, Bernardino Soares afirmou que «a censura não acaba aqui. Podem o PS, o PSD e o CDS chumbar esta Moção de Censura, mas não travarão a luta contra a política de direita. Essa é a luta que continua e continuará, que não desiste, que continua a exigir a mudança de que o País precisa e a que os portugueses têm direito.»
Na intervenção de abertura, Jerónimo de Sousa afirmou que esta Moção de censura visa trazer à tribuna da Assembleia da República um profundo e largo sentimento de indignação e protesto que actualmente perpassa no País, sentido pelos trabalhadores e por diversos sectores e camadas anti-monopolistas.
Jerónimo de Sousa afirmou ainda que ao contrário do PS e PSD nós confiamos nos trabalhadores e na sua luta. Na sua razão para lutar como vão fazer no próximo dia 29 de Maio! Confiamos nos patriotas e democratas que querem um Portugal soberano e de progresso! O Governo merece esta censura!
Durante o debate, diversas perguntas foram feitas pelos deputados comunistas, confrontando o Governo, PS e PSD, com as decisoes e acordos feitos nos últimos dias, que agravam as condições de vida trabalhadores e do povo, que comprometem o futuro do país.
Na intervenção de encerramento, Bernardino Soares afirmou que «esta Moção de Censura é um momento de clarificação. Entre quem está com esta política de direita, seja no governo e na oposição e quem combate este rumo de desastre; entre quem não se conforma com as injustiças, e os que as promovem; entre os que defendem os interesses do país e os que aceitam as chantagens dos "mercados"; entre os que assumem os anseios dos trabalhadores e os que assumem os desígnios do grande capital; entre os que escolhem dar resposta às necessidades do povo português e os que preferem as imposições da União Europeia.»
Ao encerrar a intervenção, Bernardino Soares afirmou que «a censura não acaba aqui. Podem o PS, o PSD e o CDS chumbar esta Moção de Censura, mas não travarão a luta contra a política de direita. Essa é a luta que continua e continuará, que não desiste, que continua a exigir a mudança de que o País precisa e a que os portugueses têm direito.»
sábado, 15 de maio de 2010
ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 14 DE MAIO
Visite www.paulvitorreissilva.blogspot.com e consulte algumas das intervenções feitas na Assembleia Municipal da Covilhã de 14 de Maio pelos eleitos do PCP.
Esta é uma das formas de os eleitos prestarem contas do seu trabalho aos eleitores.
Esta é uma das formas de os eleitos prestarem contas do seu trabalho aos eleitores.
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Sessão Solene da Assembleia Municipal - 25 de Abril - Coutada
Exmo Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Exmos Senhores Membros do Executivo da Câmara Municipal
Exmo Senhor Presidente da Junta de Freguesia da Coutada, que hoje nos recebe
Exmos Senhores representantes de Instituições militares, religiosas e associativas
Exmos Senhores deputados municipais
Caros amigos da Coutada presentes
A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.”
Foi com estas palavras que os Deputados Constituintes deram início ao preâmbulo da Constituição da República Portuguesa, afirmando com clareza os traços fundamentais da Revolução de Abril de 1974 que pôs fim à longa noite fascista e que, simultaneamente, abriu os horizontes de um tempo novo de liberdade, democracia, progresso, justiça social e independência nacional.
Interpretando verdadeiramente os sentimentos profundos do povo português, o Movimento das Forças Armadas pôs fim ao regime fascista de Salazar e Caetano que, durante quarenta e oito anos, impôs uma ditadura criminosa ao povo português.
Num tempo conturbado em que há quem tente branquear ou reabilitar o fascismo, é exigível a todos os responsáveis políticos que afirmem a natureza criminosa do regime fascista.
Nunca será demais relembrar a natureza criminosa dessa ditadura que sujeitou o povo à pobreza, à miséria e à fome para sustentar a fortuna e opulência de uma minoria. Que condenou o país ao analfabetismo e ao atraso cuja factura, em muitos aspectos, ainda hoje continuamos a pagar.
Uma ditadura criminosa que reprimiu, censurou, prendeu, torturou e assassinou muitos daqueles que a ela ousaram opor-se.
Tendo sido o PCP alvo preferencial desta repressão e tendo perdido muitos dos seus militantes para esta lista negra dos crimes do regime fascista, de novo aqui o relembramos para que nunca mais se repita.
Mas a Revolução de Abril abriu igualmente novos horizontes ao povo e ao País.
Horizontes de esperança e confiança num futuro melhor que era então construído pelas mãos daqueles que durante quarenta e oito anos tinham sido expropriados da sua dignidade e dos seus direitos, pelos trabalhadores que se libertavam da exploração e exigiam uma sociedade nova entrando, nas palavras de Ary dos Santos, pelas “portas que Abril abriu”.
Esse futuro de Abril construiu-se com a instauração das liberdades e de uma democracia que se pretendia plena, nas suas dimensões política, económica, social e cultural.
Construiu-se pondo o Estado ao serviço do povo e do País, garantindo o acesso à educação e à saúde, o direito à segurança social e a uma protecção social digna.
Construiu-se com o direito ao emprego, com a consagração dos direitos dos trabalhadores, mulheres e jovens e com a melhoria significativa das condições de vida da população.
Construiu-se com a Reforma Agrária e a nacionalização dos sectores estratégicos, que colocaram as potencialidades do País ao serviço do desenvolvimento e do bem-estar colectivos.
As comemorações do 25 de Abril são por isso a justa e indispensável celebração institucional desse momento ímpar da história de Portugal que, juntamente com o 1.º de Maio, reencontra nas comemorações populares por todo o país as raízes de onde brotou.
Mas as comemorações de hoje não podem prescindir de um elemento de actualidade que ponha em perspectiva esse futuro que Abril propunha perante a realidade que hoje vivemos.
E, quanto a nós, a resposta é óbvia: ao contrário das falsas modernidades que vão empurrando os portugueses de volta às relações laborais e sociais do século XIX, o projecto libertador de Abril mantém toda a sua actualidade como verdadeiro projecto político de progresso social e económico e de justiça social.
A dramática realidade que hoje vivem os portugueses é precisamente o resultado do abandono desse projecto de sociedade que Abril afirmou.
O País que temos hoje é o exemplo indesmentível da falência das políticas que acentuaram a exploração e a concentração de riqueza a um ponto em que os pobres já não conseguem suportar as fortunas dos ricos.
Os escândalos são quase diários protagonizados por quem nos tem desgovernado nos últimos 35 anos.
Processos pouco transparentes com intervenção directa de quem governa ou de quem já nos governou.
Sim, estou a referir-me a submarinos, a freeports, a faces ocultas, a BPPs e outras coisas que entram, no dia a dia, em casa de cada cidadão.
Sim, estou-me a referir a chorudos ordenados e prémios daqueles que, no governo, defenderam e aprovaram a privatização de empresas e que hoje, fora do Governo, integram Conselhos de Administração das Empresas que ajudaram a privatizar (EDPs, GALPs, CTTs, etc).
O que é necessário, neste momento, é cumprir a Constituição e não a sua revisão.
Os que querem rever a Constituição pretendem reduzir os direitos sociais e económicos da população a favor dos grandes grupos económicos. Querem mais privatizações e a abertura total da Educação, da Saúde e da Segurança Social e de outros serviços públicos para a lógica do privado, ou seja, quem quer educação, saúde e reforma tem que a pagar.
Quem não pode…bom… não tem.
Não é necessário rever a constituição para cumprir Abril.
Pelo contrário!
É necessário cumprir e fazer cumprir a constituição da república, lei primeira e fundamental do país, e que todos nós jurámos cumprir quando aceitámos desempenhar funções públicas.
Os eleitos na Assembleia da República e os membros do Governo e os eleitos nas Autarquias Locais (Câmaras e Juntas de Freguesia), assim como os que desempenham funções em vários organismos públicos devem ter como prioridade a defesa do interesse público.
Não podem nem devem estar na Administração Pública os que têm o primado do privado.
Num momento em que o sistema capitalista torna evidentes as suas dramáticas consequências para os povos, num momento em que se agudizam as contradições do sistema económico que assenta na exploração do homem pelo homem, é preciso Abril de novo.
Abril de novo significa romper as inevitabilidades e os dogmas com que o neo-liberalismo procura travar o avanço da Humanidade e dar resposta às necessidades do País.
Em Portugal, Abril de novo significa adoptar políticas económicas que coloquem a riqueza do País ao serviço do bem-estar colectivo, que valorizem os nossos sectores produtivos, que sejam capazes de pôr fim ao desemprego em que se encontra mais de meio milhão de portugueses e que rompam com a dependência face ao estrangeiro.
Abril de novo significa definir políticas laborais que valorizem o Trabalho e respeitem os direitos dos trabalhadores, pondo fim aos baixos salários e pensões, à precariedade laboral que atinge mais de um milhão de trabalhadores e apontando aos jovens um caminho que não seja o das modernas praças de jorna do trabalho temporário.
Abril de novo significa encontrar políticas sociais que ponham fim à pobreza que atinge mais de dois milhões de portugueses e acabem com a crescente exclusão social.
Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Senhor Presidente da Câmara Municipal
A propósito de politicas sociais
A nossa Câmara Municipal, com politicas sociais incorrectas não tem ajudado, de igual forma, a população do Concelho. Não se entende que se deixe de fora de medidas sociais, munícipes que não residem na Cidade.
Sim, estou a falar das refeições a um Euro.
Mas também quero referir que o aumento do valor da factura de água do início deste ano, na perspectiva de se assegurar o lucro ao parceiro privado da AdC, não ajuda as populações nem aqueles que possuem mais baixos rendimentos.
A venda de 49% das águas da Covilhã a um privado é um exemplo claro de que as politicas de privatização de serviços públicos não beneficiam os utentes e as populações.
E esta politica municipal e nacional, de privatização de serviços públicos, é a negação e um atentado aos valores de 25 de Abril.
Porque
Abril de novo significa colocar o Estado (Governo, Câmaras e Juntas de Freguesia) ao serviço do povo, garantindo o acesso universal e gratuito à saúde, à educação e à justiça e reconduzindo a Escola Pública ao seu objectivo central de formação da cultura integral dos indivíduos.
Os serviços públicos de fornecimento de água às populações, de saneamento e de recolha de lixo (essenciais à vida, saúde e bem estar das populações) não podem estar subordinados à finalidade dos privados, o lucro.
Na Escola Pública não é admissível que no nosso Concelho não se tenha feito qualquer investimento na criação de um único Centro Educativo, estrutura já existente em outros Concelhos do País.
Também não é admissível que a Câmara Municipal continue a ignorar que tem responsabilidades ao nível de todas as vertentes da Acção Social Escolar, responsabilidades assumidas e pagas pelo Ministério da Educação.
Não se entende porque razão a Câmara Municipal da Covilhã, ao longo dos últimos anos, não assume (sendo sua obrigação legal) o pagamento dos livros escolares e material escolar, de escalão 1 e 2 da Segurança Social, às crianças do 1º Ciclo.
Esta atitude é negar e não cumprir Abril. É dificultar às crianças de famílias mais carenciadas o acesso a melhores condições para o seu sucesso na vida escolar.
Por tudo isto, Abril de novo significa fazer profundas rupturas.
Significa romper com políticas que submetem a população à lógica do lucro, acentuando a exploração e agravando as desigualdades sociais.
Significa, no nosso Concelho, romper com politicas que submetem o território concelhio, o urbanismo, as infra estruturas e a alienação de terrenos e de equipamentos (tipo do mercado/praça municipal) aos interesses dos privados.
Significa romper com a subordinação do poder político ao poder económico que transforma o Estado e as Autarquias Locais em instrumentos de obtenção de lucro dos grupos económicos, dos senhores do dinheiro, dos senhores da cidade.
Significa romper com políticas que passam ao lado do combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira.
Estas transformações que fazem do projecto de Abril um projecto de progresso para o futuro, impõem-no simultaneamente como uma exigência do presente.
A persistência nas receitas neo-liberais, com o Partido Socialista a liderar a Direita num Programa de Estabilidade e Crescimento ( o chamado PEC) que penaliza o povo, os reformados, as pequenas e médias empresas e quem trabalha, com receitas, que apesar de falidas, são apenas enjeitadas no discurso por quem as continua a perfilhar na prática política e as quer aprofundar.
A certeza com que o PCP comemora o trigésimo sexto aniversário da Revolução de Abril é a certeza de que mais cedo que tarde o povo português e o povo da Covilhã há-de querer retomar esse caminho libertador de Abril, numa pátria e num Concelho de homens e mulheres livres e de jovens como obreiros do futuro.
Viva o 25 de Abril
Em nome de mais justiça social
Viva o 25 de Abril
Em nome de mais progresso e desenvolvimento
Viva o 25 de Abril
Por mais trabalho com direitos
Viva o 25 de Abril
Por reformas dignas
Viva o 25 de Abril
Porque só há liberdade a sério, quando houver
Paz, Pão, Habitação, Saúde, Educação
Viva a população da Coutada e a População do Concelho Covilhã
Viva Portugal
Viva a Liberdade
Exmos Senhores Membros do Executivo da Câmara Municipal
Exmo Senhor Presidente da Junta de Freguesia da Coutada, que hoje nos recebe
Exmos Senhores representantes de Instituições militares, religiosas e associativas
Exmos Senhores deputados municipais
Caros amigos da Coutada presentes
A 25 de Abril de 1974, o Movimento das Forças Armadas, coroando a longa resistência do povo português e interpretando os seus sentimentos profundos, derrubou o regime fascista.
Libertar Portugal da ditadura, da opressão e do colonialismo representou uma transformação revolucionária e o início de uma viragem histórica da sociedade portuguesa.”
Foi com estas palavras que os Deputados Constituintes deram início ao preâmbulo da Constituição da República Portuguesa, afirmando com clareza os traços fundamentais da Revolução de Abril de 1974 que pôs fim à longa noite fascista e que, simultaneamente, abriu os horizontes de um tempo novo de liberdade, democracia, progresso, justiça social e independência nacional.
Interpretando verdadeiramente os sentimentos profundos do povo português, o Movimento das Forças Armadas pôs fim ao regime fascista de Salazar e Caetano que, durante quarenta e oito anos, impôs uma ditadura criminosa ao povo português.
Num tempo conturbado em que há quem tente branquear ou reabilitar o fascismo, é exigível a todos os responsáveis políticos que afirmem a natureza criminosa do regime fascista.
Nunca será demais relembrar a natureza criminosa dessa ditadura que sujeitou o povo à pobreza, à miséria e à fome para sustentar a fortuna e opulência de uma minoria. Que condenou o país ao analfabetismo e ao atraso cuja factura, em muitos aspectos, ainda hoje continuamos a pagar.
Uma ditadura criminosa que reprimiu, censurou, prendeu, torturou e assassinou muitos daqueles que a ela ousaram opor-se.
Tendo sido o PCP alvo preferencial desta repressão e tendo perdido muitos dos seus militantes para esta lista negra dos crimes do regime fascista, de novo aqui o relembramos para que nunca mais se repita.
Mas a Revolução de Abril abriu igualmente novos horizontes ao povo e ao País.
Horizontes de esperança e confiança num futuro melhor que era então construído pelas mãos daqueles que durante quarenta e oito anos tinham sido expropriados da sua dignidade e dos seus direitos, pelos trabalhadores que se libertavam da exploração e exigiam uma sociedade nova entrando, nas palavras de Ary dos Santos, pelas “portas que Abril abriu”.
Esse futuro de Abril construiu-se com a instauração das liberdades e de uma democracia que se pretendia plena, nas suas dimensões política, económica, social e cultural.
Construiu-se pondo o Estado ao serviço do povo e do País, garantindo o acesso à educação e à saúde, o direito à segurança social e a uma protecção social digna.
Construiu-se com o direito ao emprego, com a consagração dos direitos dos trabalhadores, mulheres e jovens e com a melhoria significativa das condições de vida da população.
Construiu-se com a Reforma Agrária e a nacionalização dos sectores estratégicos, que colocaram as potencialidades do País ao serviço do desenvolvimento e do bem-estar colectivos.
As comemorações do 25 de Abril são por isso a justa e indispensável celebração institucional desse momento ímpar da história de Portugal que, juntamente com o 1.º de Maio, reencontra nas comemorações populares por todo o país as raízes de onde brotou.
Mas as comemorações de hoje não podem prescindir de um elemento de actualidade que ponha em perspectiva esse futuro que Abril propunha perante a realidade que hoje vivemos.
E, quanto a nós, a resposta é óbvia: ao contrário das falsas modernidades que vão empurrando os portugueses de volta às relações laborais e sociais do século XIX, o projecto libertador de Abril mantém toda a sua actualidade como verdadeiro projecto político de progresso social e económico e de justiça social.
A dramática realidade que hoje vivem os portugueses é precisamente o resultado do abandono desse projecto de sociedade que Abril afirmou.
O País que temos hoje é o exemplo indesmentível da falência das políticas que acentuaram a exploração e a concentração de riqueza a um ponto em que os pobres já não conseguem suportar as fortunas dos ricos.
Os escândalos são quase diários protagonizados por quem nos tem desgovernado nos últimos 35 anos.
Processos pouco transparentes com intervenção directa de quem governa ou de quem já nos governou.
Sim, estou a referir-me a submarinos, a freeports, a faces ocultas, a BPPs e outras coisas que entram, no dia a dia, em casa de cada cidadão.
Sim, estou-me a referir a chorudos ordenados e prémios daqueles que, no governo, defenderam e aprovaram a privatização de empresas e que hoje, fora do Governo, integram Conselhos de Administração das Empresas que ajudaram a privatizar (EDPs, GALPs, CTTs, etc).
O que é necessário, neste momento, é cumprir a Constituição e não a sua revisão.
Os que querem rever a Constituição pretendem reduzir os direitos sociais e económicos da população a favor dos grandes grupos económicos. Querem mais privatizações e a abertura total da Educação, da Saúde e da Segurança Social e de outros serviços públicos para a lógica do privado, ou seja, quem quer educação, saúde e reforma tem que a pagar.
Quem não pode…bom… não tem.
Não é necessário rever a constituição para cumprir Abril.
Pelo contrário!
É necessário cumprir e fazer cumprir a constituição da república, lei primeira e fundamental do país, e que todos nós jurámos cumprir quando aceitámos desempenhar funções públicas.
Os eleitos na Assembleia da República e os membros do Governo e os eleitos nas Autarquias Locais (Câmaras e Juntas de Freguesia), assim como os que desempenham funções em vários organismos públicos devem ter como prioridade a defesa do interesse público.
Não podem nem devem estar na Administração Pública os que têm o primado do privado.
Num momento em que o sistema capitalista torna evidentes as suas dramáticas consequências para os povos, num momento em que se agudizam as contradições do sistema económico que assenta na exploração do homem pelo homem, é preciso Abril de novo.
Abril de novo significa romper as inevitabilidades e os dogmas com que o neo-liberalismo procura travar o avanço da Humanidade e dar resposta às necessidades do País.
Em Portugal, Abril de novo significa adoptar políticas económicas que coloquem a riqueza do País ao serviço do bem-estar colectivo, que valorizem os nossos sectores produtivos, que sejam capazes de pôr fim ao desemprego em que se encontra mais de meio milhão de portugueses e que rompam com a dependência face ao estrangeiro.
Abril de novo significa definir políticas laborais que valorizem o Trabalho e respeitem os direitos dos trabalhadores, pondo fim aos baixos salários e pensões, à precariedade laboral que atinge mais de um milhão de trabalhadores e apontando aos jovens um caminho que não seja o das modernas praças de jorna do trabalho temporário.
Abril de novo significa encontrar políticas sociais que ponham fim à pobreza que atinge mais de dois milhões de portugueses e acabem com a crescente exclusão social.
Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Senhor Presidente da Câmara Municipal
A propósito de politicas sociais
A nossa Câmara Municipal, com politicas sociais incorrectas não tem ajudado, de igual forma, a população do Concelho. Não se entende que se deixe de fora de medidas sociais, munícipes que não residem na Cidade.
Sim, estou a falar das refeições a um Euro.
Mas também quero referir que o aumento do valor da factura de água do início deste ano, na perspectiva de se assegurar o lucro ao parceiro privado da AdC, não ajuda as populações nem aqueles que possuem mais baixos rendimentos.
A venda de 49% das águas da Covilhã a um privado é um exemplo claro de que as politicas de privatização de serviços públicos não beneficiam os utentes e as populações.
E esta politica municipal e nacional, de privatização de serviços públicos, é a negação e um atentado aos valores de 25 de Abril.
Porque
Abril de novo significa colocar o Estado (Governo, Câmaras e Juntas de Freguesia) ao serviço do povo, garantindo o acesso universal e gratuito à saúde, à educação e à justiça e reconduzindo a Escola Pública ao seu objectivo central de formação da cultura integral dos indivíduos.
Os serviços públicos de fornecimento de água às populações, de saneamento e de recolha de lixo (essenciais à vida, saúde e bem estar das populações) não podem estar subordinados à finalidade dos privados, o lucro.
Na Escola Pública não é admissível que no nosso Concelho não se tenha feito qualquer investimento na criação de um único Centro Educativo, estrutura já existente em outros Concelhos do País.
Também não é admissível que a Câmara Municipal continue a ignorar que tem responsabilidades ao nível de todas as vertentes da Acção Social Escolar, responsabilidades assumidas e pagas pelo Ministério da Educação.
Não se entende porque razão a Câmara Municipal da Covilhã, ao longo dos últimos anos, não assume (sendo sua obrigação legal) o pagamento dos livros escolares e material escolar, de escalão 1 e 2 da Segurança Social, às crianças do 1º Ciclo.
Esta atitude é negar e não cumprir Abril. É dificultar às crianças de famílias mais carenciadas o acesso a melhores condições para o seu sucesso na vida escolar.
Por tudo isto, Abril de novo significa fazer profundas rupturas.
Significa romper com políticas que submetem a população à lógica do lucro, acentuando a exploração e agravando as desigualdades sociais.
Significa, no nosso Concelho, romper com politicas que submetem o território concelhio, o urbanismo, as infra estruturas e a alienação de terrenos e de equipamentos (tipo do mercado/praça municipal) aos interesses dos privados.
Significa romper com a subordinação do poder político ao poder económico que transforma o Estado e as Autarquias Locais em instrumentos de obtenção de lucro dos grupos económicos, dos senhores do dinheiro, dos senhores da cidade.
Significa romper com políticas que passam ao lado do combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira.
Estas transformações que fazem do projecto de Abril um projecto de progresso para o futuro, impõem-no simultaneamente como uma exigência do presente.
A persistência nas receitas neo-liberais, com o Partido Socialista a liderar a Direita num Programa de Estabilidade e Crescimento ( o chamado PEC) que penaliza o povo, os reformados, as pequenas e médias empresas e quem trabalha, com receitas, que apesar de falidas, são apenas enjeitadas no discurso por quem as continua a perfilhar na prática política e as quer aprofundar.
A certeza com que o PCP comemora o trigésimo sexto aniversário da Revolução de Abril é a certeza de que mais cedo que tarde o povo português e o povo da Covilhã há-de querer retomar esse caminho libertador de Abril, numa pátria e num Concelho de homens e mulheres livres e de jovens como obreiros do futuro.
Viva o 25 de Abril
Em nome de mais justiça social
Viva o 25 de Abril
Em nome de mais progresso e desenvolvimento
Viva o 25 de Abril
Por mais trabalho com direitos
Viva o 25 de Abril
Por reformas dignas
Viva o 25 de Abril
Porque só há liberdade a sério, quando houver
Paz, Pão, Habitação, Saúde, Educação
Viva a população da Coutada e a População do Concelho Covilhã
Viva Portugal
Viva a Liberdade
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Memória

Era Abril, a noite (leia-se a ditadura) tinha terminado e acabado de nascer uma linda menina chamada liberdade. O povo saiu à rua para festejar e, pela primeira vez na minha vida, vi toda a gente feliz. Abril era a primavera da democracia, Lisboa e o resto do nosso País encheu-se de cravos vermelhos, a minha felicidade era a felicidade de todos.
Porém, passado pouco tempo, e com o 25 de Novembro, chegou o Outono da democracia, os cravos foram substituídos por rosas mais ou menos alaranjadas e aos poucos, aquela que fora uma linda menina, cheia de alegria e esperança, foi-se transformando numa senhora cheia de espinhos e feia (uma espécie de democracia)… e assim chegámos ao Inverno da “democracia” .
Desde então, permanece um céu carregado de nuvens esquisitas de um tom rosa-alaranjado, chove desemprego e miséria por todo o País, o povo sangra, os vampiros estão de volta e o sol de Abril ofuscou. Enfim, Portugal foi demasiado pequeno para a grandeza dos homens e mulheres que lutaram pela liberdade e justiça social. È urgente que os cravos floresçam de novo e com eles a esperança do sol e da primavera do futuro,
Viva Abril
Por: Arlindo de Jesus Costa
Odivelas
Porém, passado pouco tempo, e com o 25 de Novembro, chegou o Outono da democracia, os cravos foram substituídos por rosas mais ou menos alaranjadas e aos poucos, aquela que fora uma linda menina, cheia de alegria e esperança, foi-se transformando numa senhora cheia de espinhos e feia (uma espécie de democracia)… e assim chegámos ao Inverno da “democracia” .
Desde então, permanece um céu carregado de nuvens esquisitas de um tom rosa-alaranjado, chove desemprego e miséria por todo o País, o povo sangra, os vampiros estão de volta e o sol de Abril ofuscou. Enfim, Portugal foi demasiado pequeno para a grandeza dos homens e mulheres que lutaram pela liberdade e justiça social. È urgente que os cravos floresçam de novo e com eles a esperança do sol e da primavera do futuro,
Viva Abril
Por: Arlindo de Jesus Costa
Odivelas
Copiado do blog da União de Reformados de Tortosendo.
quarta-feira, 17 de março de 2010
89º Aniversário
Com 120 militantes, amigos e simpatizantes a Comissão de Freguesia de Tortosendo do PCP, comemorou com um jantar, no refeitório da Escola EB - 2/3 da freguesia, o 89º Aniversário do Partido Comunista Português.
Houve convívio, boa música e boa disposição e das intervenções alusivas transcrevemos a da Comissão de Freguesia
Boa noite camaradas e amigos.
Quero saudar todos os presentes neste nosso jantar comemorativo dos 89 anos do PCP. E em especial agradecer a presença do camarada Alexandre Araújo, membro do Secretariado do Comité Central do nosso Partido.
Como novo membro do do PCP, e da Comissão de Freguesia, quero agradecer aos camaradas e amigos que tão bem me acolheram, e aos outros novos membros, no seio do nosso Partido. E falo com muito orgulho, quando digo que a nossa luta como membros da lista da CDU nas passadas eleições de 11 de Outubro de 2009, teve frutos, com a eleição de dois membros para a Assembleia de Freguesia, nomeadamente os camaradas Ondina Gonçalves e Ramiro Venâncio, tendo a CDU conseguido assim aumentar o número de mandatos anteriormente existentes.
Como os Tortosendenses bem sabem, a nossa luta nessas eleições, foi desigual, pois o PSD/Carlos Abreu usou "armas"contra as quais não conseguimos combater.
Conseguindo assim, injustamente, uma maioria absoluta.
Como podemos verificar, esta administração Carlos Abreu/PSD, não está a cumprir, nem cumprirá as tão aclamadas promessas que prometeu no desenrolar da campanha eleitoral. Tendo já em todos os outros anos e já no pouco tempo de posse desta administração mostrado falhas bastante graves. Como por exemplo, o encerramento dos sanitários públicos da Praça da Liberdade e para o qual são dadas desculpas esfarrapadas.
Também o problema com a contratação de auxiliares para as escolas do 1º Ciclo, problema para o qual o PCP elaborou comunicados informativos para os pais dos alunos e para a imprensa e foram distribuídos ás portas das Escolas.
Camaradas e Amigos
Venho por fim reiterar que a Comissão de Freguesia e os eleitos da CDU na Assembleia de Freguesia, têm lutado e continuarão a lutar para melhorar a qualidade de vida de todos os Tortosendenses.
Todos nós sabemos que a comunicação social nos informa apenas do que interessa aos grandes grupos económicos e aos partidos do Governo. Uma forma de continuarmos a nossa luta é estarmos bem informados, através da nossa imprensa "AVANTE" e "MILITANTE" e para aqueles que têm acesso à internet, através dos sítios: www.pcp.pt, http://www.castelo-branco.pcp.pt/ e tortosendopcp.blogspot.com.
Apelo a todos os presentes que, com a sua militância participem na vida associativa.
Aos jovens que reforcem as nossas lutas por uma melhor educação, à massa produtiva pelo direito ao emprego com direitos, aos reformados pelo direito a uma vida com dignidade.
E porque depois de amanhã, segunda-feira, é o dia 8 de Março e se comemora, em todo o mundo, o centenário do Dia Internacional da Mulher, faço uma saudação especial a todas as mulheres presentes nesta nossa Festa de Aniversário, ao mesmo tempo peço a todas que comemorem este dia com dignidade e o respeito que esta data nos merece.
Contamos com a vossa contribuição para tornar o PCP num Partido ainda mais forte.
É um objectivo e uma meta nossa aumentar o número de militantes do PCP, convidamos assim os simpatizantes e amigos que estiverem interessados a preencher a sua ficha de adesão.
Todos Juntos Vamos ser Mais Fortes!
Obrigada
Viva o Tortosendo!
Viva o PCP!
Tortosendo 06 de Março de 2010
M. Pombo
quinta-feira, 11 de março de 2010
inform@ção SPRC
POSIÇÃO SOBRE O PLANO DE ESTABILIDADE E
CRESCIMENTO 2010/2013
Os dados que já vieram a público sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento permitem afirmar que o governo quer continuar a fazer pagar aos trabalhadores – sejam do sector público ou do privado – os custos da crise do capitalismo, resultante da política seguida nas últimas 3 décadas e aprofundada por este e o anterior governo.
Os trabalhadores da Administração Pública já demonstraram que não estão disponíveis para pagar esta crise, cujos beneficiários continuam a acumular lucros e a aproveitar-se dela para agravar ainda mais o fosso entre o capital e o trabalho na distribuição do rendimento nacional – a percentagem dos salários no PIB passou de 59% em 1975, para 35% em 2005 e para 34,1% em 2009.
Relembramos que em 1973, em pleno regime fascista, aquela percentagem foi de 47,4%. O estafado e desacreditado argumento dos sacrifícios para todos traduz-se, no concreto, na aplicação de sacrifícios aos trabalhadores, para que o capital se acumule cada vez mais nas mãos de uns poucos.
Porque há dinheiro em Portugal, senão vejamos alguns exemplos:
· 20.000 milhões de euros foram postos à disposição da Banca e os lucros dos 5 maiores bancos, só nos primeiros 9 meses de 2009, atingiram cerca de 1.450 milhões;
· Cerca de 4.500 milhões de euros já foram utilizados para salvar o BPN;
· A banca paga de IRC cerca de metade do que paga a generalidade das empresas;
· A fuga ao IVA, só em 2009, atingiu 3.000 milhões de euros;
· A EDP apresentou lucros de 1.204 milhões de euros, mas o custo da energia eléctrica aumentou;
· A PT também teve lucros de 683 milhões de euros, mesmo com os esbanjamentos que vieram a público e ainda por esclarecer;
· Há administradores públicos com ordenados superiores aos dos EUA; e os exemplos podiam continuar…
Enquanto revela ter mãos largas para os grandes grupos económicos, o governo já anunciou publicamente, no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013, um conjunto de medidas que vão afectar gravemente os direitos e dos trabalhadores, nomeadamente da Administração Pública, das quais destacamos já as seguintes:
· Um crescimento médio que ronda apenas 1,1% ao ano, no período 2010- 2013, o que vai determinar que Portugal se afaste ainda mais da média comunitária, que o desemprego continue a aumentar, e o País continue mergulhado na crise;
· Actualizações salariais e nas pensões inferiores à taxa de inflação, o que determinará, nesse período, uma redução no poder de compra dos trabalhadores e dos aposentados superior a 7%, a acrescentar àquela já sofreram até 2010;
· Redução correspondente a 1,5 pontos percentuais do PIB nas despesas com pessoal, no mesmo período, o que significa uma redução superior a 2.500 milhões de euros, a preços actuais, nos orçamentos das Administrações Públicas; o que, para além de agravar a situação dos trabalhadores, vai determinar a degradação dos serviços públicos (saúde, educação, etc.) com consequências graves para a população;
· Redução da dedução especifica no IRS dos aposentados e reformados, com pensões superiores a 1607 euros, que baixará dos 6.000 euros actuais para 4.104 euros e que determinará um aumento do imposto que estes contribuintes terão de pagar;
· Redução dos benefícios fiscais, a nível de despesas de saúde e de educação, que determinará um aumento dos impostos a pagar por todos os trabalhadores com um rendimento tributável superior a 7300 euros por ano.
Enquanto pretende congelar salários e pensões e aumenta os impostos aos trabalhadores, o governo, como consta da proposta de Lei do OE2010, pretende dar um gigantesco perdão àqueles que transferiram centenas de milhões de euros para paraísos fiscais (para não pagarem impostos), que serão perdoados se pagarem uma taxa de imposto de apenas 5%. O crime compensa, e os paraísos fiscais continuam a permitir a fuga aos impostos do grande capital.
Para além disso, e já no âmbito do PEC 2010-2013, o governo anunciou a privatização das empresas públicas que ainda restam, o que, a concretizar-se, determinará que empresas estratégicas para o desenvolvimento do País e para a defesa das condições de vida da população (ANA, REN, CTT, seguradoras da CGD, etc.) caiam nas mãos de grandes grupos financeiros, que se aproveitarão para impor preços exorbitantes à população, como já sucedeu com a GALP e EDP, por um lado. Além de se perspectivar a venda dessas empresas ao desbarato, por efeito da actual crise bolsista.
O corte de benefícios fiscais vai atingir sobretudo os trabalhadores com salários na ordem dos 550 euros, o que é inadmissível. Entretanto, os bancos vão continuar a pagar uma taxa efectiva de IRC de cerca de metade da que é paga pelas restantes empresas. Procede-se assim, de facto, ao aumento de impostos sobre os trabalhadores, ainda que de forma encapotada.
Repare-se que, para salvar os interesses do capital, o governo não se inibiu de agravar o défice, com a aprovação, aliás, das instituições europeias; mas para combater o desemprego e minorar situações de pobreza, mesmo de quem trabalha, não só não se pode agravar o défice, como ainda tem de se diminuir para 3% até 2013, com brutais consequências nas condições de vida dos trabalhadores e da generalidade da população. Quer dizer, para salvar os lucros dos banqueiros pode-se aumentar o défice, mas, depois de satisfeito o capital financeiro, o défice terá de ser diminuído “à pressão”, aumentando o desemprego e a miséria.
A Frente Comum não aceita este “modelo” e entende que:
· A diminuição do défice pode e deve ser prorrogada no tempo, para além de 2013, não pondo em causa o crescimento económico e a vertente social;
· Devem ser reduzidos os desperdícios existentes na Administração Pública: aquisição de serviços que podem ser efectuados internamente (estudos, auditorias, pareceres jurídicos, etc,); frota automóvel; despesas de representação; externalização de serviços;
· O desenvolvimento económico do país é incompatível com o congelamento ou a redução dos salários e das pensões, com a precariedade e a repressão, seja no sector público, seja no privado;
· Tem sido a luta dos trabalhadores e dos seus sindicatos de classe por melhores condições de vida e de trabalho que tem impedido uma ainda maior degradação da situação social que hoje se vive.
Por isso, lutar contra os objectivos do governo e pela intervenção dos trabalhadores na vida dos serviços, respeitando os seus direitos, mas também as suas críticas e opiniões, é lutar pelo desenvolvimento económico do país.
Por isso, os trabalhadores da Administração Pública – mesmo sabendo que os resultados da sua luta não se verificarão de imediato, mas que vale a pena lutar, como se provou recentemente no caso dos professores – vão continuar a
defender:
· Salários e pensões dignos, contra o seu congelamento e diminuição real;
· Uma aposentação digna, contra a retirada de direitos e a degradação das condições gerais de aposentação;
· Estabilidade, contra a destruição do vínculo de nomeação e a introdução da possibilidade de despedimento;
· Um sistema de avaliação justo e exequível, contra o injusto e irracional sistema de quotas;
· Contagem de todo o tempo de serviço:
· Contra a destruição das carreiras profissionais, a polivalência e a colocação em mobilidade especial;
· Uma administração pública de qualidade e eficaz, ao serviço das populações.
Demagogia do Governo sobre as reivindicações na AP
Para disfarçar o efectivo favorecimento do capital e do patronato à custa do retrocesso nos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, o governo tem apresentado alguns argumentos de forma demagógica. Por exemplo:
- Diz que a reivindicação de aumento para o subsídio de almoço é muito elevada, mas não esclarece que o montante pedido é de € 6,50, um valor perfeitamente razoável para negociação;
- Sobre a aposentação, o governo afirma seraficamente que apenas acelera a aplicação de medidas previstas para 2015, mas não esclarece que essa é uma aceleração da aplicação de penalizações aos trabalhadores, violadora do princípio da segurança jurídica, que enforma o Estado de direito democrático; e omite que as pensões resultam dos descontos efectuados sobre os salários dos trabalhadores;
- Fala muito sobre abertura para o estabelecimento de parcerias em acções de formação, mas, além de cortar as candidaturas apresentadas pelos Sindicatos, esquece que não é com acções de formação que os trabalhadores podem comprar os bens de que necessitam.
Mais uma vez, a direita e o seu governo retomam e agravam a diabolização dos trabalhadores da Administração Pública, para “justificar” retrocessos sociais que, mais tarde ou mais cedo, atingirão todos os trabalhadores e as camadas mais desfavorecidas da população.
A Frente Comum não ilude os trabalhadores sobre os interesses antagónicos entre o governo e os trabalhadores da Administração Pública; de facto, o governo está cada vez mais claramente ao lado do capital e do patronato.
A luta imprescindível dos trabalhadores
Perante esta realidade, os trabalhadores da Administração Pública têm dado respostas contundente à direita e ao seu actual Governo, que perseguem o objectivo de efectuarem uma profunda e inconstitucional regressão social, com a retirada de direitos e a privatização de serviços públicos.
A manifestação do passado dia 5 de Fevereiro e a greve geral de 4 de Março foram pontos altos dessa luta.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública e os trabalhadores não desistirão de continuar a lutar, também com os trabalhadores do sector privado, por melhores condições de vida e de trabalho, pelos seus direitos, pela defesa de uma Administração Pública de qualidade e pelo desenvolvimento do país.
Por isso, durante o mês de Abril, vão efectuar concentrações em todas as capitais de distrito, e farão uma grande manifestação, nos finais de Maio ou princípios de Junho. Também participarão na manifestação da juventude trabalhadora, no próximo dia 26 de Março, e vão contribuir para que os 120 anos do 1.º de Maio sejam igualmente uma grandiosa manifestação de vitalidade e afirmação do movimento sindical de classe.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública
CRESCIMENTO 2010/2013
Os dados que já vieram a público sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento permitem afirmar que o governo quer continuar a fazer pagar aos trabalhadores – sejam do sector público ou do privado – os custos da crise do capitalismo, resultante da política seguida nas últimas 3 décadas e aprofundada por este e o anterior governo.
Os trabalhadores da Administração Pública já demonstraram que não estão disponíveis para pagar esta crise, cujos beneficiários continuam a acumular lucros e a aproveitar-se dela para agravar ainda mais o fosso entre o capital e o trabalho na distribuição do rendimento nacional – a percentagem dos salários no PIB passou de 59% em 1975, para 35% em 2005 e para 34,1% em 2009.
Relembramos que em 1973, em pleno regime fascista, aquela percentagem foi de 47,4%. O estafado e desacreditado argumento dos sacrifícios para todos traduz-se, no concreto, na aplicação de sacrifícios aos trabalhadores, para que o capital se acumule cada vez mais nas mãos de uns poucos.
Porque há dinheiro em Portugal, senão vejamos alguns exemplos:
· 20.000 milhões de euros foram postos à disposição da Banca e os lucros dos 5 maiores bancos, só nos primeiros 9 meses de 2009, atingiram cerca de 1.450 milhões;
· Cerca de 4.500 milhões de euros já foram utilizados para salvar o BPN;
· A banca paga de IRC cerca de metade do que paga a generalidade das empresas;
· A fuga ao IVA, só em 2009, atingiu 3.000 milhões de euros;
· A EDP apresentou lucros de 1.204 milhões de euros, mas o custo da energia eléctrica aumentou;
· A PT também teve lucros de 683 milhões de euros, mesmo com os esbanjamentos que vieram a público e ainda por esclarecer;
· Há administradores públicos com ordenados superiores aos dos EUA; e os exemplos podiam continuar…
Enquanto revela ter mãos largas para os grandes grupos económicos, o governo já anunciou publicamente, no âmbito do Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013, um conjunto de medidas que vão afectar gravemente os direitos e dos trabalhadores, nomeadamente da Administração Pública, das quais destacamos já as seguintes:
· Um crescimento médio que ronda apenas 1,1% ao ano, no período 2010- 2013, o que vai determinar que Portugal se afaste ainda mais da média comunitária, que o desemprego continue a aumentar, e o País continue mergulhado na crise;
· Actualizações salariais e nas pensões inferiores à taxa de inflação, o que determinará, nesse período, uma redução no poder de compra dos trabalhadores e dos aposentados superior a 7%, a acrescentar àquela já sofreram até 2010;
· Redução correspondente a 1,5 pontos percentuais do PIB nas despesas com pessoal, no mesmo período, o que significa uma redução superior a 2.500 milhões de euros, a preços actuais, nos orçamentos das Administrações Públicas; o que, para além de agravar a situação dos trabalhadores, vai determinar a degradação dos serviços públicos (saúde, educação, etc.) com consequências graves para a população;
· Redução da dedução especifica no IRS dos aposentados e reformados, com pensões superiores a 1607 euros, que baixará dos 6.000 euros actuais para 4.104 euros e que determinará um aumento do imposto que estes contribuintes terão de pagar;
· Redução dos benefícios fiscais, a nível de despesas de saúde e de educação, que determinará um aumento dos impostos a pagar por todos os trabalhadores com um rendimento tributável superior a 7300 euros por ano.
Enquanto pretende congelar salários e pensões e aumenta os impostos aos trabalhadores, o governo, como consta da proposta de Lei do OE2010, pretende dar um gigantesco perdão àqueles que transferiram centenas de milhões de euros para paraísos fiscais (para não pagarem impostos), que serão perdoados se pagarem uma taxa de imposto de apenas 5%. O crime compensa, e os paraísos fiscais continuam a permitir a fuga aos impostos do grande capital.
Para além disso, e já no âmbito do PEC 2010-2013, o governo anunciou a privatização das empresas públicas que ainda restam, o que, a concretizar-se, determinará que empresas estratégicas para o desenvolvimento do País e para a defesa das condições de vida da população (ANA, REN, CTT, seguradoras da CGD, etc.) caiam nas mãos de grandes grupos financeiros, que se aproveitarão para impor preços exorbitantes à população, como já sucedeu com a GALP e EDP, por um lado. Além de se perspectivar a venda dessas empresas ao desbarato, por efeito da actual crise bolsista.
O corte de benefícios fiscais vai atingir sobretudo os trabalhadores com salários na ordem dos 550 euros, o que é inadmissível. Entretanto, os bancos vão continuar a pagar uma taxa efectiva de IRC de cerca de metade da que é paga pelas restantes empresas. Procede-se assim, de facto, ao aumento de impostos sobre os trabalhadores, ainda que de forma encapotada.
Repare-se que, para salvar os interesses do capital, o governo não se inibiu de agravar o défice, com a aprovação, aliás, das instituições europeias; mas para combater o desemprego e minorar situações de pobreza, mesmo de quem trabalha, não só não se pode agravar o défice, como ainda tem de se diminuir para 3% até 2013, com brutais consequências nas condições de vida dos trabalhadores e da generalidade da população. Quer dizer, para salvar os lucros dos banqueiros pode-se aumentar o défice, mas, depois de satisfeito o capital financeiro, o défice terá de ser diminuído “à pressão”, aumentando o desemprego e a miséria.
A Frente Comum não aceita este “modelo” e entende que:
· A diminuição do défice pode e deve ser prorrogada no tempo, para além de 2013, não pondo em causa o crescimento económico e a vertente social;
· Devem ser reduzidos os desperdícios existentes na Administração Pública: aquisição de serviços que podem ser efectuados internamente (estudos, auditorias, pareceres jurídicos, etc,); frota automóvel; despesas de representação; externalização de serviços;
· O desenvolvimento económico do país é incompatível com o congelamento ou a redução dos salários e das pensões, com a precariedade e a repressão, seja no sector público, seja no privado;
· Tem sido a luta dos trabalhadores e dos seus sindicatos de classe por melhores condições de vida e de trabalho que tem impedido uma ainda maior degradação da situação social que hoje se vive.
Por isso, lutar contra os objectivos do governo e pela intervenção dos trabalhadores na vida dos serviços, respeitando os seus direitos, mas também as suas críticas e opiniões, é lutar pelo desenvolvimento económico do país.
Por isso, os trabalhadores da Administração Pública – mesmo sabendo que os resultados da sua luta não se verificarão de imediato, mas que vale a pena lutar, como se provou recentemente no caso dos professores – vão continuar a
defender:
· Salários e pensões dignos, contra o seu congelamento e diminuição real;
· Uma aposentação digna, contra a retirada de direitos e a degradação das condições gerais de aposentação;
· Estabilidade, contra a destruição do vínculo de nomeação e a introdução da possibilidade de despedimento;
· Um sistema de avaliação justo e exequível, contra o injusto e irracional sistema de quotas;
· Contagem de todo o tempo de serviço:
· Contra a destruição das carreiras profissionais, a polivalência e a colocação em mobilidade especial;
· Uma administração pública de qualidade e eficaz, ao serviço das populações.
Demagogia do Governo sobre as reivindicações na AP
Para disfarçar o efectivo favorecimento do capital e do patronato à custa do retrocesso nos direitos dos trabalhadores da Administração Pública, o governo tem apresentado alguns argumentos de forma demagógica. Por exemplo:
- Diz que a reivindicação de aumento para o subsídio de almoço é muito elevada, mas não esclarece que o montante pedido é de € 6,50, um valor perfeitamente razoável para negociação;
- Sobre a aposentação, o governo afirma seraficamente que apenas acelera a aplicação de medidas previstas para 2015, mas não esclarece que essa é uma aceleração da aplicação de penalizações aos trabalhadores, violadora do princípio da segurança jurídica, que enforma o Estado de direito democrático; e omite que as pensões resultam dos descontos efectuados sobre os salários dos trabalhadores;
- Fala muito sobre abertura para o estabelecimento de parcerias em acções de formação, mas, além de cortar as candidaturas apresentadas pelos Sindicatos, esquece que não é com acções de formação que os trabalhadores podem comprar os bens de que necessitam.
Mais uma vez, a direita e o seu governo retomam e agravam a diabolização dos trabalhadores da Administração Pública, para “justificar” retrocessos sociais que, mais tarde ou mais cedo, atingirão todos os trabalhadores e as camadas mais desfavorecidas da população.
A Frente Comum não ilude os trabalhadores sobre os interesses antagónicos entre o governo e os trabalhadores da Administração Pública; de facto, o governo está cada vez mais claramente ao lado do capital e do patronato.
A luta imprescindível dos trabalhadores
Perante esta realidade, os trabalhadores da Administração Pública têm dado respostas contundente à direita e ao seu actual Governo, que perseguem o objectivo de efectuarem uma profunda e inconstitucional regressão social, com a retirada de direitos e a privatização de serviços públicos.
A manifestação do passado dia 5 de Fevereiro e a greve geral de 4 de Março foram pontos altos dessa luta.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública e os trabalhadores não desistirão de continuar a lutar, também com os trabalhadores do sector privado, por melhores condições de vida e de trabalho, pelos seus direitos, pela defesa de uma Administração Pública de qualidade e pelo desenvolvimento do país.
Por isso, durante o mês de Abril, vão efectuar concentrações em todas as capitais de distrito, e farão uma grande manifestação, nos finais de Maio ou princípios de Junho. Também participarão na manifestação da juventude trabalhadora, no próximo dia 26 de Março, e vão contribuir para que os 120 anos do 1.º de Maio sejam igualmente uma grandiosa manifestação de vitalidade e afirmação do movimento sindical de classe.
A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública
terça-feira, 9 de março de 2010
O Partido com Paredes de Vidro

A PROVA
«Nos 48 anos de ditadura fascista, o PCP foi praticamente o único partido existente, o único a conduzir de forma organizada, permanente e contínua a luta em defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País, o único a travar uma luta sem tréguas pela liberdade e a democracia.Os comunistas pagaram a sua dedicação com pesados sacrifícios. Vidas inteiras consagradas à luta clandestina. Milhares de homens e mulheres perseguidos, presos, torturados, encerrados nas prisões durante logos anos. Alguns mais de 20 anos. Alguns, conhecidos e procurados pela PIDE, mantendo-se clandestinamente no País até 20 anos, até 30 anos. Numerosos militantes assassinados nas prisões, ou com torturas, ou a tiro.Qualquer balanço objectivo da resistência antifascista obriga a concluir que, nos duros tempos da ditadura, os comunistas foram o destacamento de combate, o braço, a vanguarda, a honra, a consciência do povo português na luta pela liberdade.
O TESTEMUNHO
Nos anos decorridos desde o 25 de Abril, tanto no exaltante fluxo revolucionário de 1974-1975, como ante as ofensivas contra-revolucionárias desde então desencadeadas por sucessivos governos, os comunistas estiveram à altura das suas heróicas tradições e das suas responsabilidades. Nestes anos de luta entre as forças da restauração monopolista e as forças voltadas para o progresso social e o bem-estar do povo, o PCP foi o único partido que sempre esteve com os trabalhadores e as massas populares, na defesa dos seus interesses vitais, dos seus direitos e das suas aspirações.O PCP tornou-se o único grande partido defensor da Revolução de Abril e das suas conquistas. O único verdadeiro e real defensor do regime democrático e da independência nacional.
A CONFIANÇA
O PCP confirma no presente todo o seu glorioso passado. Passado e presente creditam a sua futura acção.O balanço do passado, a actividade presente e a previsão do futuro definem a importância, o papel e o valor do PCP na vida nacional.O passado é a prova, o presente o testemunho, o futuro a confiança.A perspectiva histórica de um partido afere-se pelo que fez, pelo que faz e pelo que mostra estar em condições de fazer.Afere-se pela ligação do seu ideal, dos seus objectivos, da sua acção à classe ou classes às quais historicamente o futuro pertence.Neste duplo aspecto se afere e revela a perspectiva do PCP e se fundamenta a sua profunda e inabalável confiança no futuro»
Álvaro Cunhal - «O Partido com Paredes de Vidro»
Por Fernando Samuel
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