sexta-feira, 4 de abril de 2014
Nota de imprensa da Comissão Concelhia da Covilhã do PCP
Nota à imprensa
A Comissão Concelhia da Covilhã do Partido Comunista Português
reuniu no passado dia 28 de Março para apreciação das ações desenvolvidas e a
desenvolver de acordo com o seu plano de ação aprovado para 2014 e avaliação da
situação política nacional e local.
No âmbito da apreciação feita concluiu-se que o governo
continua a criar grandes dificuldades aos trabalhadores, reformados e
pensionistas, agricultores, pequenos e médios empresários, agravando as
condições de vida das populações.
Preocupante e demonstrativo da crise social e económica em
que vivemos é o número de desempregados – 4 678 (inclui os ocupados) -
existentes no Concelho em finais de Janeiro de 2014 quando em Setembro de 2013 se
contabilizavam 3.665. Dos 3725 desempregados, não ocupados, 1697 (45,6%) são de
longa duração.
Esta situação de aumento do desemprego, resultante do
memorando assinado pelo PS,PSD e CDS, caminha a par com a redução média dos
custos salariais, nos últimos três anos, de 18,3%., com a degradação de
reformas e pensões, com o aumento da pobreza que já atinge dois milhões de
portugueses, com os 250 mil trabalhadores emigrados e com as dificuldades na
saúde e educação.
O empobrecimento dos trabalhadores e da população em geral
provocado pelos governos do PS e do PSD/CDS é agravado pela incapacidade da
gestão municipal do PS em reduzir a fatura do gas com a anulação da Taxa de
Ocupação de Solo (TOS) decidida em 2013 e as vacilações na redução da fatura da
água com o seu adiamento “ lá para inícios da primavera”. Mas, para as
empresas, em especial para as maiores, reduziu-se, de imediato, a derrama e o
IMI, para a população adiam-se as medidas que podem aliviar o orçamento
familiar.
Sendo justa a indignação dos clientes mais antigos do gás que
continuam a pagar a TOS imposta pela gestão municipal PSD/Pinto é
incompreensível que os novos clientes estejam a pagar a TOS relativa a anos
anteriores. A indignação e o protesto devem chegar aos órgãos municipais
exigindo a abolição da taxa criada pelo PSD.
A Comissão Concelhia da Covilhã do Partido Comunista
Português reafirma, no âmbito das infra estruturas de valor acrescentado, o que
vem defendendo para o Concelho e para a região ao longo dos anos.
Em 25 de Janeiro de 2014, na Assembleia da Organização
Concelhia, aprovou-se a resolução politica onde se reafirmava a necessidade da
implementação da ligação a Coimbra (IC6) com a construção do túnel na zona do
Alvoaça, a modernização e ligação da linha ferroviária da Beira Baixa com a
eletrificação até à Guarda e a abolição das portagens na A23, A24, A25.
As divergências locais entre autarcas e os partidos que os
suportam (PS PSD) não servem mais do que esconder a responsabilidade daqueles
partidos na implementação das portagens no interior (A23,A24 e A25), no
encerramento da linha ferroviária para a Guarda e na falta de investimento na
ligação a Coimbra (IC6).
Para além das medidas de reforço do partido a Comissão Concelhia
salientou a expressiva participação de militantes e amigos que participaram nos
jantares comemorativos do 93º Aniversário que tiveram lugar no Tortosendo e
Covilhã e a necessidade da mobilização para o comício da CDU com Jerónimo de
Sousa que irá ter lugar no Fundão, no dia 11 de Abril.
No plano das ações mais gerais dos trabalhadores e das
populações sublinhou-se que a situação social e económica da região e do país
convoca-nos para uma ampla participação na luta contra este governo e esta
politica. A Comissão Concelhia da Covilhã do PCP saúda a luta dos trabalhadores
no Concelho, nomeadamente das Minas da Panasqueira e apela à participação na
ação de 12 de abril que o MURPI( Movimento Unitário de Reformados e
Pensionistas) levará a efeito na Covilhã, nas comemorações do 40º Aniversário do 25 de
Abril e do 40º do 1º de Maio em liberdade.
As eleições de 25 de maio para o Parlamento Europeu mereceram
uma atenção especial ao nível da organização, participação e mobilização
necessária ao reforço da votação da CDU no concelho e na região.
Covilhã, 28 de Março de 2014
A Comissão Concelhia da Covilhã do Partido Comunista
Português
quarta-feira, 5 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Aos órgãos de informação:
João Ferreira 1º candidato da CDU ao Parlamento Europeu
A CDU apresentará no próximo dia 10, no Hotel Altis, em Lisboa, como primeiro
candidato às eleições do Parlamento Europeu, João Ferreira. O actual deputado ao
PE é Biólogo, membro do Comité Central do PCP, Vereador na Câmara Municipal
de Lisboa e Vice-presidente do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/
Esquerda Verde Nórdica.
João Ferreira, actual deputado ao Parlamento Europeu, Biólogo e membro do Comité
Central do PCP, exerce ainda o cargo de Vereador na Câmara Municipal de Lisboa.
Eleito no Parlamento Europeu desde 2009, João Ferreira é vice-presidente do Grupo
Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica e membro da
Comissão de Pescas, da Comissão dos Orçamentos e da Comissão de Ambiente, Saúde
Pública e Segurança Alimentar, da Assembleia Parlamentar Paritária ACP-UE e da
Delegação para as Relações com os Países da Comunidade Andina.
Foi membro da Direcção da Associação de Estudantes, do Conselho Directivo, da
Assembleia de Representantes e do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciência da
Universidade de Lisboa. Foi membro do Senado e da Assembleia da Universidade de
Lisboa.
Foi Bolseiro de Investigação Científica no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da
Universidade Nova de Lisboa, de 2000 a 2001. Foi Bolseiro de Investigação Científica no
Museu, Laboratório e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, de 2001 a 2003. Foi
membro Associado do Centro de Ecologia e Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências
da Universidade de Lisboa e Bolseiro de Doutoramento, de 2003 a 2007.
Foi fundador e primeiro Presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica
(ABIC) de 2003 a 2007.
No acto público de apresentação, no próximo dia 10, intervirão, para além do candidato,
a Associação Intervenção Democrática, o Partido Ecologista "Os Verdes" e o Secretáriogeral
do PCP.
06.02.2014
Gabinete de Imprensa da CDU
Sobre as estatísticas do Emprego no 4º Trimestre de 2013 e do ano de 2013
Sobre as Estatísticas do Emprego
no 4º trimestre de 2013 e do ano de 2013
1. Os resultados do Inquérito ao Emprego divulgados pelo INE, embora revelando
que do 3º para o 4º trimestre a taxa de desemprego passou de 15,6% para 15,3%, não
iludem que o desemprego cresceu de 15,7% em 2012, para 16,3% em 2013.
2. Embora não se possa ignorar o valor da taxa de desemprego e a evolução do
emprego no último trimestre de 2013, e o facto de elas reflectirem uma tendência clara de
queda da taxa de desemprego ao longo dos quatro trimestres deste ano (vale a pena
relembrar que a taxa de desemprego após ter subido no 1º trimestre de 2013 para 17,7%,
desceu no 2º trimestre para 16,4%, no 3º trimestre para 15,6% e agora no 4º trimestre fixouse
nos 15,3%), uma análise mais detalhada da evolução da taxa de desemprego e do
emprego em termos anuais, permite uma apreciação mais rigorosa.
3. Apesar de mais de 100 mil portugueses terem sido forçados a emigrar em 2013
procurando lá fora o emprego que aqui lhes é negado, apesar deste Governo ter
artificialmente reduzido o número de desempregados através da ocupação de 143 853
desempregados inscritos nos Centros de Emprego em falsos programas de formação e
emprego (quase o dobro do ano anterior e 3,5 vezes mais do que em 2011), os dados hoje
divulgados pelo INE mostram que, mesmo assim, a taxa de desemprego em sentido restrito
subiu de 15,7% em 2012 para 16,3% em 2013. Estes mesmos dados apontam para uma
taxa de desemprego real, em 2013, de 24,2% e cerca de 1 milhão e quatrocentos mil
portugueses efectivamente desempregados, valores que incluem 278 600 portugueses
considerados inactivos mas disponíveis para trabalhar e 263 200 trabalhadores em situação
de subemprego visível.
4. Estes dados mostram também, em termos anuais, que, em 2013, foram destruídos
121 200 empregos, em especial na Agricultura e na Indústria Transformadora, que o
desemprego jovem se mantém nos 37,7% e que os desempregados de longa duração
(desemprego superior a um ano) representam já em 2013 62,1% do total dos
desempregados, quando em 2012 representavam 54,2%. Há um número muito considerável
e cada vez maior de desempregados que, ao permanecer nesta situação durante largos e
largos meses, terá cada vez mais dificuldades em regressar ao mercado de trabalho e por
isso mesmo engrossa cada vez mais o número dos chamados inactivos disponíveis para
trabalhar mas que desistiram de o fazer.
5. Os dados das Estatísticas do Emprego agora divulgados revelam uma situação a
todos os títulos anómala e que é bem demonstrativa da situação degradante em que se
encontra a nossa economia e o nosso país, já que a redução do número de desempregados
6. em Portugal não tem correspondência na criação de empregos e não é consequência
do crescimento económico da nossa economia, que não se verifica, já que continuamos em
recessão. Aquilo a que se assiste hoje é ao abandono do mercado de trabalho, por
desistência de milhares e milhares de trabalhadores que caíram no desemprego, é à saída
maciça de centenas de milhares de portugueses, em especial jovens, que procuram no
estrangeiro resposta para as suas necessidades de emprego e é à ocultação de perto de
150 000 desempregados, através de programas de emprego e formação por parte do IEFP,
que fazem reduzir artificialmente a taxa de desemprego, manobra que custou ao Estado, só
em 2013 e até Novembro, 423 milhões de euros.
05.02.2014
O Gabinete de Imprensa do PCP
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
CONFIANÇA NA CDU TAMBÉM NO TORTOSENDO
AOS TORTOSENDENSES
A CDU, Coligação
Democrática Unitária, no âmbito da participação democrática de cidadãos interessados na resolução dos problemas da
Freguesia do Tortosendo, vem por este meio apresentar a sua equipa candidata às Eleições Autárquicas para a Junta/Assembleia
de Freguesia.
Esta é
uma equipa renovada, constituída
por pessoas experientes e por jovens, que sempre pautaram a sua conduta social e politica por
valores e princípios.
Salientando-se a sua opção pela defesa dos trabalhadores,
dos reformados e pensionistas, dos pequenos e médios empresários e do bem estar
do povo a par do trabalho, honestidade
e competência que caracterizam os
eleitos da CDU.
Esta é
uma lista de Tortosendenses livres de qualquer encapotamento, que com determinação, responsabilidade e
confiança, estão interessados em
promover a mudança necessária na nossa freguesia.
Ondina Fernanda Nascimento Gonçalves – 43 anos – Professora
Casimiro Lopes dos Santos – 60 anos – Professor
Marta Isabel Rodrigues – 37 anos – Ajudante de Lar
Sónia Sofia Curto Pombo – 39 anos - Professora
Pedro Miguel Pinto Pombo – 23 anos – Estudante
José António Tavares Pinto Ribeiro – 47 anos – Comerciante
Cláudia Sofia Batista da F. Lopes Pereira – 39 anos –
Animadora de Espaços Educativos
Francisco Manuel B. F. Prior – 60 anos – Escriturário
comercial
Paulo José B. da Fonseca Lopes – 43 anos – Médico
Carla Patricia B. C. Gregório – 39 anos – Assistente
técnica
José António da Silva Dias – 43 anos – Professor
Carlos Alberto Fiadeiro Santos Marques – 69 anos –
Aposentado
Maria Alexandra Miguel Pinto Ramos – 44 anos – Professora
do Ensino Básico
Ramiro Gonçalves Venâncio – 64 anos – Operário Têxtil
Reformado
Bruno Daniel Lopes Pais – 31 anos – Operador de Loja
Madalena Sofia de Almeida Matos – 38 anos – Desempregada
José Manuel Jesus Salvado – 63 anos – Enfermeiro Reformado
Luis Filipe Vinagre Mendes – 42 anos – Operador de Armazém
Maria Amélia M.A. Simplício – 62 anos – Doméstica
João Carlos Pinto Simões – 46 anos – Funileiro
Gabriel da Silva Carrola – 65 anos – Aposentado da Função
Pública
Maria Adélia Almeida F. Matos – 55 anos – Desempregada
Artur Fevereiro Gomes – 56 anos – Aposentado das Forças
Armadas
João Manuel Alves F. dos Santos – 55 anos – Técnico de
Farmácia
Raquel Dias Duarte – 22 anos – Empregada de Balcão
Diniz Domingues Ferreira – 75 anos – Chefe de Subsector
Reformado
António Alfredo Calado Oliveira – 73 anos – Operário Têxtil
Reformado
Ana Isabel Santos Carramana – 23 anos – Estudante
João Paulo Alves Simões – 32 anos – Panificador
O trabalho que é
necessário no Tortosendo
Conhecedores que nos últimos anos a Freguesia do Tortosendo sofreu um
enorme atraso em termos de dinâmica
de desenvolvimento e participação
coletiva, bem como uma degradação
continua e acentuada do património
público já existente, provocando
um descontentamento generalizado com a gestão praticada pelo atual executivo, esperamos que
estas eleições mais
uma vez, possam constituir um espaço
privilegiado para uma reflexão
crítica e um
confronto de ideias salutar.
Acreditamos que a CDU tem o melhor projeto e a melhor
equipa. Pode confiar em nós.
Neste sentido a lista da CDU propõe desenvolver a sua ação
nos próximos anos em volta dos seguintes objetivos que consideramos importantes
para o nosso desenvolvimento:
·
Requalificar
o parque habitacional urbano (Machedes, Escabelados, Casal da Serra,
Amoreira e outros);
·
Requalificar
os arruamentos urbanos, há muito esquecidos na nossa terra;
·
Recuperar
e humanizar os espaços verdes susceptíveis de práticas de lazer e
atividades lúdicas;
·
Melhorar
a limpeza urbana, as condições de saúde pública e a segurança da população;
·
Melhorar
a rede de transportes públicos e a rede viária para entre o Cabeço, Casal
da Serra e Pinhos Mansos;
·
Apoiar as
Instituições / Associações de forma clara e transparente, criando-se as
condições para o acesso ao ensino, formação, ocupação de tempos livres, cultura
e desporto de todos os Tortosendenses;
·
Beneficiar
os espaços e instalações afetas ao pré escolar e 1º Ciclo;
·
Promover
uma gestão próxima das pessoas envolvendo-as na definição do Plano de
Atividades e Orçamento da Junta de Freguesia;
Nota:
as medidas/acções concretas irão constar do nosso programa a divulgar no
período de campanha eleitoral.
sábado, 17 de agosto de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
terça-feira, 13 de novembro de 2012
domingo, 21 de outubro de 2012
Sessão Solene Comemorativa do 142º Aniversário da Elevação da Covilhã a
Cidade
Senhor Presidente da Assembleia Municipal,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhor Presidente da Câmara Municipal,
Senhores Vereadores,
Entidades Civis e Militares,
Instituições Sociais e Coletividades,
Órgãos de Comunicação Social,
Senhoras e Senhores Convidados,
Caros Covilhanenses,
Elaborar um discurso
evocativo dos 142 anos da Covilhã – Cidade é uma tarefa ingrata face ao
contexto económico, social e politico em que nos encontramos mergulhados.
Falar da história da
cidade, já outros o fizeram e escreveram com maior acuidade e sabedoria.
Falar das pessoas da
cidade até meados do século XX é recordar
a vida dos
patrões e dos operários
têxteis, da opulência de uns e miséria de outros, que já Ferreira de Castro
descreveu na sua obra “ A Lã e a Neve”.
Contudo, existe sempre,
no capitalismo selvagem em que vivemos, matéria mais do que suficiente para a
denúncia da exploração e opulência, da miséria de uns e fortuna de outros.
A Cidade-Fábrica foi-se
fragilizando com as constantes falências de uns lanifícios e têxteis em crise
estrutural, por via de decisões erráticas nacionais e supranacionais, apoiadas
por muitos dos que se dizem defensores da cidade e da região.
É fácil ligar as decisões
da União Europeia às dificuldades vividas, hoje, na Covilhã – Cidade. Basta
pensar um pouco e recordar, utilizar a memória.
É fácil identificar os
responsáveis pela entrada de Portugal na CEE e no Euro. Basta pensar um pouco e
recordar, utilizar a memória.
Nem sempre se ligam os
efeitos (crise que hoje vivemos) às causas, às decisões tomadas, e ninguém
assume responsabilidades.
A culpa morre solteira
até o povo deste concelho e deste País diferenciar o trigo do joio.
Da Cidade – Granja restam
meras intenções municipais de reabilitação de uma agricultura e de um meio
rural ferido de morte com a entrada, nunca escrutinada, de Portugal na
Comunidade Económica Europeia.
Quanto à Cidade-
Turística ainda andamos, hoje, à procura do rumo certo e de uma estratégia
eficaz.
O 25 de Abril de 1974, a
revolução democrática, a revolução dos cravos, veio com as portas que Abril
abriu, dar alento ao desenvolvimento da Cidade.
É com o Poder Local
Democrático que a Cidade ganha impulso e as suas populações exigem e conseguem melhorar
a sua qualidade de vida, só possível com melhores salários e direitos
conquistados, afirmando os estudiosos da história do movimento operário que,
foi com a exigência de melhores salários do operariado covilhanense que se
caminhou para a definição do salário mínimo nacional.
É com o poder local
democrático e com uma melhor distribuição da riqueza nacional que as populações
da nossa Cidade conseguem melhores serviços de saúde e de educação e infra
estruturas básicas (equipamentos, redes eléctricas, redes de água e esgoto,
redes viárias) que nos conduziram ao estado de desenvolvimento e de algum bem
estar em que nos encontramos.
Apesar de tudo melhorámos
muito na formação da nossa população jovem, no conhecimento, na ciência e na
investigação com a rede escolar existente ( do pré - escolar ao Secundário), com a Universidade
da Beira Interior e com o trabalho de milhares de educadores e professores que
deram e dão o “rosto ao futuro” da nossa Cidade.
Melhorámos, de forma significativa,
nos cuidados de saúde, com a construção do Centro Hospitalar da Cova da Beira e
a criação da Faculdade de Medicina.
Acabámos com o aeródromo e
com aquela regra dos anos 50 que não permitia a construção num raio de 1000
metros do aeródromo, por razões óbvias de segurança, possibilitando-se desta
forma a urbanização daqueles terrenos e a legalização de construções ali
existentes.
Esperamos por um
aeroporto regional que dificilmente obterá financiamento da administração
central face à conclusão do aeroporto, também denominado regional, de Castelo Branco.
Finalmente, passados mais
de 100 anos da sua existência em Lisboa, descobrimos os elevadores e os
funiculares que ajudam à mobilidade na cidade. E até, mesmo com o endividamento
municipal em níveis preocupantes, se constrói uma ponte pedonal de 4 milhões de
euros, deixando a muitos munícipes a dúvida da bondade e razoabilidade da sua
construção, face ao binómio custo-benefício e a outras prioridades existentes
na Cidade – Concelho.
Tivemos auto estradas que
nos aproximaram do litoral, gratuitas, como medida de combate à interioridade e
uma ajuda significativa ao nosso desenvolvimento.
Contudo, passámos a ser
taxados, graças ao PS, PSD e CDS com isenções limitadas para as populações se
habituarem, e agora pagamos tanto ou mais que em outras auto-estradas.
É justa e legítima a
reivindicação das Comissões de Utentes e da Comissão de Empresários pela isenção
de portagens na A23, A24 e A25.
Não conseguimos a auto
estrada para Coimbra.
Uma falha significativa e
imperdoável pela importância que esta ligação tem para a Cidade.
No ordenamento e gestão
do seu território, a Cidade, tem sido gerida visando
a criação de um grande
centro urbano – A grande Covilhã – com o abandono evidente das suas áreas
rurais.
A acção da actual gestão
da Cidade, de concentração das infra estruturas industriais, de equipamentos de
lazer, de grandes superfícies comerciais, de expansão da área urbana e de
habitação social ao longo do eixo TCT, entre o Tortosendo e o Teixoso, já se
traduziu, de acordo com os censos de 2011, a um aumento de população naquele
eixo, com o consequente despovoamento das freguesias rurais.
Empresas, criadas nas
freguesias, que fixavam pessoas e dinamizavam as frágeis economias locais,
foram aliciadas a deslocar-se para a Grande Covilhã.
As populações das
freguesias rurais vêm os seus filhos, os seus vizinhos e amigos a optar pela
emigração, aceitando a sugestão dos nossos governantes.
Com uma população idosa e
sem qualquer incentivo à produção agrícola e florestal os campos ficam
abandonados.
Quanto às infra
estruturas básicas e de serviços a prestar às pessoas que habitam a Cidade a
actual gestão optou pelas Parcerias Público
Privadas (as famosas PPPs) e pelas concessões a empresas privadas de vários
serviços públicos.
Temos PPPs e concessões
para vários sectores e para todos os gostos:
- Na distribuição da água
ao domicílio
- No tratamento de águas
residuais
- Na recolha de resíduos
sólidos
- No estacionamento
público
- Nos transportes urbanos
- No tratamento e
conservação de espaços verdes
- Na gestão da EPABI
A Cidade e a gestão da
“coisa pública” foi entregue a empresas privadas que, logicamente, procuram o
lucro.
A maioria delas, na
sequência de acordos leoninos, nunca têm prejuízo.
O seu investimento é
devidamente remunerado nos aumentos constantes da fatura de água, de saneamento
e resíduos sólidos e na estimativa dos utentes a estacionar ou a transportar.
Ao cidadão é imposta, e
cada vez mais, uma factura que oprime, que empobrece e revolta.
Afinal, a Cidade que
deveria ajudar, facilitar a vida das pessoas e possibilitar uma maior qualidade
de vida está a infernizar a vida aos seus habitantes, complementando as
medidas dolorosas do governo.
Ao nível dos equipamentos
públicos estamos longe das necessidades das pessoas que habitam a Cidade.
Uma piscina com problemas
constantes
Um parque desportivo que
se ficou pelo futebol e atletismo
Um Pavilhão Desportivo
Municipal que não existe
Temos sedes de
colectividades mas não aumentou o número de praticantes desportivos ou de
criadores culturais
Centros Escolares que não
se construíram
Espaços verdes limitados,
se comparados com os existentes em outras Cidades da região.
Na utilização dos
equipamentos existentes, apesar de parcos, facilita-se a utilização pelos
adultos seniores mas penaliza-se, com a aplicação de taxas, as crianças e os
jovens.
De facto as crianças e os
jovens não têm obtido da Cidade, e de quem é responsável pela sua gestão, a
atenção que merecem.
Os eleitos do PCP têm
discordado nesta Assembleia Municipal das taxas aplicadas às crianças e aos
jovens no acesso e usufruto dos equipamentos municipais, no acesso à cultura,
ao desporto, enfim, à sua formação e crescimento harmonioso.
Os eleitos do PCP têm
apelado ao executivo que gere a Cidade para o cumprimento da legislação no que
toca aos apoios da acção social escolar, nomeadamente ao nível do material e
livros escolares.
Tudo isto porque
consideramos que as crianças e os jovens, no universo humano, são os mais
vulneráveis e dependentes e serão os futuros habitantes da cidade.
A Covilhã - Cidade não tem sido amiga da sua população.
Na Covilhã vive-se mais
caro, é mais difícil viver, do que nos centros urbanos vizinhos.
Pagamos as taxas, as tarifas
e as licenças mais elevadas no acesso aos serviços administrativos, no
licenciamento urbano, na fatura de água, saneamento e resíduos sólidos e as
taxas mais elevadas da utilização do subsolo pela rede de gás.
No IMI pagamos todos por
igual sem diferenciação de zonas rurais e urbanas.
Pagando a mesma taxa o
proprietário de uma casa em S. Jorge da Beira e em Verdelhos como o proprietário
de uma casa no Covelo.
O Código do IRS prevê a
possibilidade da devolução, por parte da Cidade, até 5% do imposto, aos seus
concidadãos.
Ouvimos e lemos que em
Concelhos vizinhos se devolve, no todo ou em parte, dos 5% do IRS aos seus
habitantes.
Na Covilhã – Cidade não
se devolve nada e tudo se cobra a níveis elevados.
Sofre a Cidade e os seus
habitantes os efeitos de um memorando, assinado pelo PS,PSD,CDS, e aplausos dos
banqueiros, imposto por uma troika internacional (EU,BCE,FMI) que nos esmifra,
nos rouba o presente e que, com este rumo, não nos dá esperança para o
futuro.
Aí temos os efeitos.
Recessão económica, desemprego, empobrecimento da população, a miséria
instalada em muitos lares e famílias.
Mas, na Covilhã – Cidade,
o CDS e o PSD que a gere, vai impor mais sacrifícios à população para obter
mais um financiamento, ao mesmo tempo que afirmam ter dinheiro disponível,
através de um programa de ajuda à economia local (PAEL) criado pelo governo.
O Governo empresta, com
juros, e exige que os municípios, à
semelhança da Troika que nos governa, decidam pela maximização das receitas e
optimização dos serviços, ou seja, exige que o povo pague mais pelo mesmo e
que o município mande para o desemprego umas dezenas de trabalhadores.
Grande ajuda à economia
local!
Eles, todos eles, lá no
Governo e cá na Autarquia, pensam que a economia local cresce com o aumento de impostos à população,
a mitigação e roubo dos rendimentos dos trabalhadores, dos reformados e
pensionistas, dos pequenos e médios empresários. Nada mais falso.
Mas.. e a Covilhã – Cidade, dinamiza a participação
dos seus habitantes na vida pública ? Estimula a sua participação na definição
das prioridades para o desenvolvimento e melhoria das suas condições de vida e
bem estar ?
A democracia e o direito
de participação não pode nem deve resumir-se ao mero acto eleitoral.
Porque pensamos que a
democracia politica se faz com a participação das pessoas e se aprofunda com o
aumento de participação, afirmamos que a redução de órgãos eleitos,
nomeadamente os órgãos da autarquia local – freguesia, é um processo de
empobrecimento da democracia e um atentado aos valores do 25 de Abril de 1974.
A concentração de poderes
em órgãos autárquicos, com maior escala (como os eleitos do PS,PSD e CDS
defendem), só pode conduzir a um maior afastamento do poder de decisão, das
populações.
Um maior afastamento do
eleito dos seus eleitores e dos seus problemas.
A aprovação da
constituição da Junta de Freguesia da Covilhã, com o desaparecimento das quatro
juntas de freguesia existentes, significa, objectivamente, um empobrecimento da
democracia na nossa Cidade.
Que futuro para o País e
para a Cidade ?
Com as opções e decisões da
troika e obediência do PSD e CDS, acompanhados, no fundamental pelo PS, vamos
para o desastre económico e social.
A manutenção das atuais
orientações financeiras, económicas e politicas, traduzidas no próximo orçamento
de estado, irá levar o País e a Cidade ao desastre.
É necessário pôr fim ao
desastre, em defesa do País e da Cidade.
É tempo de afirmarmos o
nosso direito inalienável de decidirmos do destino do nosso País.
É tempo de afirmarmos o
nosso amor pela Pátria, exercendo a soberania politica e económica que não
podemos, nem devemos, alienar.
Este governo, como ficou demonstrado nas manifestações de rua de
Setembro e Outubro, já não tem base social de apoio.
É necessário dar força à Greve Geral do próximo dia 14 de
Novembro, dar força ao protesto, à revolta, à indignação, dar força a um
outro caminho para o nosso País.
Nada é inevitável. Inevitável, só a morte.
Existem outros caminhos, outras opções, tenhamos coragem de as
tomar.
Impõe-se a demissão do governo e a implementação de uma outra
política,
só possível com um governo patriótico e de esquerda.
Disse
Viva a Cidade da Covilhã
Viva Portugal
Os Eleitos do PCP
Marco Gabriel, Mónica
Ramôa, Vitor Reis Silva
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Imposto Municipal de Imóveis
Nota:
Os eleitos do PCP na Assembleia Municipal fizeram o seu trabalho de casa.
Queríamos, neste período de crise, reduzir este imposto no Concelho da Covilhã , estimular a fixação nas freguesias rurais e estimular a reabilitação urbana no Concelho.
A maioria PSD/CDS com os Presidentes de Junta de Freguesia (à excepção do PJ da Boidobra) aprovaram a proposta da Câmara Municipal que não faz qualquer discriminação positiva entre prédios urbanos da cidade e do meio rural.
Lamentável é o voto dos eleitos do PSD e CDS e, em especial, dos Presidentes de Junta de Freguesia da área rural que não defenderam o que era de interesse das populações que os elegeram.
Aqui fica a intervenção e a proposta do PCP para o Imposto Municipal de Imóveis
2. PERÍODO
DA ORDEM DO DIA
2. 4 - Fixação
do Imposto Municipal sobre Imóveis para o ano de 2012
Exm.o Senhor Presidente
Exm.os Senhores Deputados
A Câmara apresenta-nos uma proposta de imposto
municipal sobre Imóveis em parte semelhante à do ano anterior com uma redução
de cinco centésimas nos prédios urbanos avaliados nos termos do Código.
As taxas propostas enquadram-se nos valores
definidos no Orçamento de Estado para 2012 no que toca às alterações produzidas
ao Código do IMI.
Contudo, existe uma diferença entre a proposta da
Câmara Municipal e o Código do IMI que não nos parece em conformidade e que interessa corrigir:
Trata-se do seguinte:
A Câmara Municipal deliberou aprovar que :
- ao abrigo do
disposto no n°. 3 do arte 112° do eIMI que a taxa aplicável a prédios urbanos seja elevada ao dobro no caso de prédios urbanos que
se encontrem devolutos há mais de um ano, considerando-se devolutos os prédios
como tal definidos em diploma próprio, conforme estipulado pela Lei n°. 6/2006,
de 27 de Fevereiro;
Ora o nº 3 do CIMI define que:
3 - As
taxas previstas nas alíneas b) e c) do n.º 1 são
elevadas, anualmente, ao triplo nos casos de prédios urbanos que se encontrem
devolutos há mais de um ano e de prédios em ruínas, considerando-se
devolutos ou em ruínas, os prédios como tal definidos em diploma próprio.
E o mesmo texto na Lei do Orçamento
3
— As taxas previstas nas alíneas b) e c) do n.º 1
são elevadas, anualmente, ao triplo nos casos
de prédios
urbanos
que se encontrem devolutos há mais de um ano
e
de prédios em ruínas, considerando -se devolutos ou em
ruínas,
os prédios como tal definidos em diploma próprio.
Para além do grau de elevação (dobro ou triplo),
que não é de somenos importância para as finanças do município, o CIMI e OE
alargam a aplicação aos prédios em ruínas enquanto a proposta da Câmara incide
só sobre os devolutos. Por outro lado, a proposta só refere os prédios urbanos
deixando de fora os prédios urbanos avaliados nos termos do CIMI.
Parece-nos que a norma definida no nº 3 do CIMI é
imperativa e de aplicação geral não dando margem de decisão às autarquias e aos
seus órgãos, por coisa diversa.
Este item da proposta da Câmara Municipal
parece-nos em desconformidade com a lei, mal formulado, objectivamente redutor
da receita da Câmara Municipal e causador de eventuais conflitos
interpretativos.
Para correcção basta retirar-se este item e
substituí-lo pelo texto que se encontra no nº 3 do artigo 112º do Código do IMI.
Ainda quanto à proposta:
Apresenta uma redução que coincide com a proposta
por nós feita no ano anterior para este tipo de prédios.
Porém, no que toca aos prédios rústicos e aos
restantes prédios urbanos mantem os mesmos valores.
Assim como se mantem o tratamento desfavorável dos
imóveis situados nas freguesias rurais e, em especial, às que sofrem um
processo contínuo de desertificação.
Apesar de o
Código do IMI dar a possibilidade de a proposta conter essa discriminação
positiva, nomeadamente no nº 5 e nº 6 do artigo 112º, que definem:
5 - Os municípios,
mediante deliberação da assembleia municipal, fixam a taxa a aplicar em cada
ano, dentro dos intervalos previstos nas alíneas b) e c) do n.º 1, podendo esta
ser fixada por freguesia.
6 - Os
municípios, mediante deliberação da assembleia municipal, podem definir áreas
territoriais, correspondentes a freguesias ou zonas delimitadas de freguesias,
que sejam objecto de operações de reabilitação urbana ou combate à
desertificação, e majorar ou minorar até 30% a taxa que vigorar para o ano a
que respeita o imposto.
Apesar desta possibilidade, repito, a Câmara
Municipal não utiliza este instrumento para estimular a reabilitação urbana e
combater a desertificação das nossas freguesias rurais.
A defesa das freguesias rurais e das suas
populações constante em alguns discursos inflamados não se verifica, na
prática, quando se trata da utilização de instrumentos fiscais em vigor para
estimular a permanência de quem reside e estimular o povoamento daquelas
freguesias.
O esforço na reabilitação urbana não passa só pela
aplicação de taxas superiores aos prédios devolutos (o triplo no Código - o
dobro na proposta) e a majoração de 30% aos prédios degradados.
A reabilitação urbana também pode e deve passar
pelo estímulo que se poderá dar aos proprietários que pretendam realizar obras
de conservação e preservação das características específicas (arquitectónicas,
materiais construtivos - Xisto, Granito, etc) dos
seus imóveis (na cidade ou no meio rural) através da minoração prevista no
Código.
Assim, e para que o discurso corresponda de facto à
prática e à proposta concreta, apresentamos a seguinte proposta para
deliberação da Assembleia Municipal:
Proposta
Considerando
que, nos termos do artigo 112º do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, os
municípios fixam, mediante deliberação da Assembleia Municipal, a taxa a
aplicar em cada ano, dentro dos intervalos previstos nas alíneas b) e c) do nº
1 do mesmo artigo, ou seja, entre 0,5 - 0,8 e 0,3 - 0,5 (avaliados nos termos
do CIMI).
Considerando
a real preocupação com a situação social e económica do País assim como a
necessária protecção das áreas mais periféricas do concelho da Covilhã,
nomeadamente as rurais, promovendo o incentivo à fixação de população;
Considerando
que as famílias portuguesas são já prejudicadas pelo crescente aumento do custo
de vida, nomeadamente de bens e serviços essenciais, com o aumento do IVA;
Considerando
os cortes nos salários e a retenção dos subsídios de férias e de natal aos
trabalhadores da administração pública e pensionistas;
Considerando,
ainda, a necessidade de se estimular a reabilitação urbana e estancar a
desertificação do meio rural;
O PCP propõe,
que as taxas de IMI para o ano de 2013 a aprovar por esta Assembleia Municipal
sejam, nos termos do artigo 112º do CIMI, as que se seguem:
a)
Prédios rústicos: 0,80%;
b)
Prédios urbanos:
i)
Freguesias
urbanas (Conceição, Santa Maria, São Martinho, São Pedro): 0,70%
ii)
Freguesias
da periferia urbana (Cantar Galo, Vila do Carvalho, Teixoso, Canhoso, Boidobra
e Tortosendo): 0,63 %, com a aplicação de uma taxa de minoração de 10 % -
artigo 112º, nº 5 e 6 do CIMI;
iii)
Restantes
freguesias: 0,56 %, com a aplicação de uma taxa de minoração de 20% - artigo
112º, nº5 e 6 do CIMI.
c)
Prédios urbanos avaliados:
i) Freguesias urbanas (Conceição, Santa Maria,
São Martinho, São Pedro): 0,30%;
ii) Freguesias da periferia urbana
(Cantar Galo, Vila do Carvalho, Teixoso, Canhoso, Boidobra e Tortosendo): 0, 27
%, com a aplicação de uma taxa de minoração de 10 % - artigo 112º, nº 5 e 6 do
CIMI;
iii) Restantes freguesias: 0,24 %,
com a aplicação de uma taxa de minoração de 20% - artigo 112º, nº5 e 6 do CIMI;
iv) Prédios urbanos (em todo o
concelho) com processo de conservação e preservação licenciado pela CM - minorar
em 30% a taxa aplicável na alínea b).
d) - Aos prédios devolutos e em
ruínas aplicar o triplo de acordo com o nº 3, do artigo 112º do CIME;
e) - Aos prédios urbanos
degradados aplicar a majoração de 30%;
f) - Aos prédios situados em áreas
florestais e em abandono aplicar o dobro
da taxa aplicável.
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