quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Intervenção do PCP na Sessão Solene da AM no 144º Aniv da elevação da Covilhã a Cidade


Ex.mo Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Municipal,

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal,

Ex.mos Senhores Vereadores,

Ex.mos  Deputados da Assembleia Municipal,

Ex.mos Senhores  convidados

Minhas Senhoras e meus Senhores,

 

O dia de aniversário da nossa cidade obriga-nos a um momento de reflexão sobre o caminho percorrido, o momento presente e o futuro que cada um de nós é responsável por construir, agindo no presente face à realidade hoje vivida.

Sobre a história da cidade lemos no site da Câmara Municipal que:

 

“A Covilhã tornou-se, desde a Antiguidade, num ponto de cruzamento de estradas e caminhos. Foi conquistada e reconquistada várias vezes, chegando os mouros a destruí-la quase por completo.
Estes acontecimentos levaram a que as gentes da Covilhã criassem o seu próprio município, segundo Alexandre Herculano, para se poderem organizar e defender.
A Carta de Foral à Covilhã, concedida por D. Sancho I, em Setembro de 1186, vem confirmar a sua importância como posto fronteiriço.
Os limites do alfoz (concelho), definidos pelo Foral, incluíam Castelo Branco e iam até ao Tejo, Portas de Ródão. É significativo.
Até ao final do reinado de D. Sancho II, a vila da Covilhã viveu o espírito de Reconquista, isto é, de luta contra os mouros. Foi capital do reino durante a Reconquista. Por várias vezes, o rei se instalou aqui com a corte.
Terminada que foi a Reconquista ou seja feita a paz com os mouros, as gentes da Covilhã passaram a organizar-se economicamente”.

 

O decreto régio, de 20 de Outubro de 1870, eleva a Vila da Covilhã a Cidade, salientando a sua população e riqueza.

 

Salientando, ainda, a “ fecunda iniciativa de seus habitantes na fundação e aperfeiçoamento de muitos e importantes estabelecimentos fabris”.

 

Mas….   será que a fundação e aperfeiçoamento de muitos e importantes estabelecimentos fabris se traduziu na melhoria e qualidade de vida das populações?

 

Não…  nada disso aconteceu

 

Ferreira de Castro escreveu que “ os homens passavam os dias e as noites dentro das fábricas só saindo aos domingos, para esquecer o cárcere. Já não viam as ovelhas, nem ouviam o melancólico tanger dos seus chocalhos nos pendores da serra, ao crepúsculo; viam apenas a sua lã, lã que eles desensugavam, que eles lavavam, cardavam, penteavam, fiavam e teciam, lã por toda a parte.

“ A industria ia crescendo sempre. Agora não eram grandes apenas a casa do deus dos homens e as casas das fábricas; ao lado destas, outras casas grandes tinham surgido – as residências dos industriais. E todo o país falava da prosperidade da Covilhã.”

 

A maioria de nós tem conhecimento da vida na cidade e nas freguesias do Concelho, antes do 25 de Abril.

 

A exploração na agricultura (trabalhava-se do nascer ao pôr do sol) e nas fábricas com jornadas de trabalho longas e com baixos salários.

 

Muitos se lembram do que significou, para a melhoria da condição de vida dos trabalhadores e para a revitalização da economia local, a implementação do salário mínimo de três mil e trezentos escudos, só possível após o 25 de Abril e pelo contributo que os trabalhadores dos lanifícios da Covilhã deram, com a sua luta e reivindicação, para a sua concretização.

 

Ao longo dos anos da democracia, com a implantação do poder local, muito se melhorou na qualidade de vida das populações da nossa cidade e concelho com a implementação de serviços públicos e criação de infra estruturas de abastecimento de água, eletricidade, saneamento, arruamentos pavimentados, saúde, o apoio à infância e ao idoso, com as redes de comunicação e informação, a criação da rede de estabelecimentos de ensino públicos da Pré ao Ensino Universitário e o Centro Hospitalar, entre outras.

 

Porém, ao longo dos últimos anos, os serviços públicos criados por uns, que atingiram níveis de excelência, estão a ser encerrados e degradados num processo de privatização que prejudica as populações, a economia local e o interesse das populações e do país.

 

O encerramento ou privatização de serviços públicos na Covilhã, nomeadamente na área dos CTTs, com o encerramento de Estações, na área do apoio à Infância, com a privatização dos Jardins de Infância da Segurança Social, na área do abastecimento público de água, jardins e saneamento básico, na área da educação, com encerramento de escolas e na área da saúde com o encerramento de extensões de saúde e o perigo de encerramento da maternidade não nos podem deixar descansados e indiferentes.

 

Assim como, não podemos ficar impávidos e serenos, face ao corte de salários e pensões, ao encerramento de empresas e aumento do desemprego.

 

Em nome do futuro da nossa cidade, do concelho e do País é necessário uma rutura com as políticas que têm agredido a população com uma austeridade que só serve o capital financeiro e beneficia os grandes grupos económicos.

 

É necessário uma política patriótica e de esquerda que esteja ao serviço dos trabalhadores, das populações e do País.

 

Defendemos para o futuro da nossa cidade e do nosso concelho:

 

Uma Politica de DESENVOLVIMENTO que tenha por base:

 

A revitalização do tecido industrial que é imprescindível à saúde económica e social do Concelho.

Uma prática agrícola modernizada e sustentável que é garante de desenvolvimento económico e social do Concelho.

A educação e investigação promovidos na UBI, a saúde liderada pelo Centro Hospitalar da Cova da Beira e a indústria têxtil baseada na tradição e inovação.

O investimento de base tecnológica que é indissociável do desenvolvimento do Concelho.

Acessibilidades sem portagens porque são fator catalisador e potenciador do desenvolvimento concelhio e regional.

O património e o turismo planeado e desenvolvido à escala e em conformidade com todas as potencialidades do concelho e da região, fomentando o desenvolvimento económico e social.

 

Podemos e devemos:

 

Potenciar a revitalização do tecido industrial concelhio, criando incentivos à fixação, desenvolvimento e modernização.

 

Atrair e promover a instalação de empresas de elevado valor acrescentado e geradoras de emprego qualificado e trabalho com direitos.

 

Promover a diversificação das atividades industriais e de apoio ao setor, em particular, ao têxtil, vestuário e mineiro.

 

Criar Áreas de Localização Empresarial em várias freguesias destinadas a acolher microempresas.

 

Estimular a introdução de tecnologias de elevada ecoeficiência energética e das energias renováveis.

 

Implementar uma incubadora de empresas de base rural.

 

Criar um Programa de Apoio ao Comércio Tradicional, estabelecendo parcerias e desenvolvendo esforços para a captação de estabelecimentos âncora.

 

Criar um Fundo de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, financiado através da cobrança de Derrama.

 

Consolidar e desenvolver o ParkUrbis e o investimento de base tecnológica.

 

Apostar nas tecnologias de informação e comunicação como fator de desenvolvimento local integrando-a na rede de cidades digitais.

 

Promover a intensificação das relações do sistema científico e tecnológico regional e local e as empresas contribuindo para a transferência tecnológica e do conhecimento, a assimilação e desenvolvimento de novas tecnologias aplicadas aos recursos e necessidades locais, bem como a produção de produtos com elevados graus de integração de conhecimento.

 

Reivindicar a abolição das portagens nas A23, A24 e A25.

 

Reivindicar a construção do IC6 para Coimbra sem portagens.

 

Implementar um programa de requalificação e beneficiação de estradas municipais.

 

Ampliar o raio de divulgação das potencialidades culturais da Covilhã, desde roteiros turísticos às ofertas artísticas e festivas, ao nível nacional e internacional, de modo a catalisar o turismo cultural e, em consequência, a economia do Município.

 

Potenciar a UBI como polo dinamizador de atividades de ensino não formal, como entidade promotora da cultura, da ciência, da arte, das letras e do desporto junto da população mais jovem.

 

Incentivar a participação das escolas e da Universidade da Beira Interior na animação e reabilitação urbana e ambiental.

           

Atribuir bolsas de estudo, mediante concurso público, aos melhores alunos do Ensino Secundário, do concelho, promovendo o prosseguimento de estudos na UBI (licenciatura, mestrado e doutoramento).

 

Criar bolsas de estudo, em articulação com a UBI, para jovens investigadores que se debrucem sobre temas com incidência na realidade local.

 

Assumir os espaços verdes públicos, nomeadamente os parques urbanos e os jardins como elementos essenciais à qualidade de vida das pessoas do município. Daí a necessidade de encetar esforços no sentido de alargar e melhorar o que existe na cidade e no município

 

Elaborar o plano municipal de arquitetura paisagista e desenvolvimento florestal.

 

Proteger o património ambiental do município.

 

Garantir serviços públicos ambientais de qualidade (abastecimento e tratamento de água, recolha, deposição e tratamento de resíduos, entre outros).

 

Criar as condições para o regresso ao controlo exclusivamente municipal (capital 100% público), da empresa Águas da Covilhã.

 

Adotar uma política tarifária socialmente justa (água, saneamento e resíduos sólidos), favorecendo a população mais carenciada e as famílias numerosas.

 

Elaborar o Plano Municipal de Desenvolvimento Florestal, fomentar e promover a investigação florestal.

 

Adotar uma política de solos independente dos critérios dos operadores imobiliários e criar uma bolsa de terrenos municipais de forma a combater a especulação.

 

Consolidar o centro urbano.

 

Recuperar o perfil de cidade de montanha, aprovando projetos de acordo com as caraterísticas essenciais de identidade e distintivas da cidade, designadamente os sistemas de vistas, a sua relação com a serra e a sua orografia.

 

Praticar um urbanismo de proximidade e detalhe substituindo as grandes obras (para as quais não há financiamento nem oportunidade) por pequenas que tenham impacto imediato e direto na qualidade de vida das pessoas (passeios e mobiliário urbano, entre outros), numa lógica de adequar, reconverter e melhorar o que existe.

 

 

 

Elaborar os planos de urbanização e os planos de pormenor para zonas da cidade e freguesias e corrigir os que, manifestamente, são de baixa qualidade.

 

Acelerar o processo de reabilitação dos centros urbanos revalorizando a função habitacional nas áreas consolidadas.

 

Requalificar instalações fabris devolutas para a instalação de serviços e equipamentos públicos.

 

Construir equipamentos coletivos nos bairros sociais.

 

Promover um programa de apoio e promoção da habitação jovem no centro histórico e área central da cidade, bem como nas freguesias rurais.

 

Intervir na recuperação do parque habitacional privado que se apresente degradado, estimulando e concedendo apoio técnico e financeiro aos proprietários e inquilinos.

 

Cooperar com a UBI com vista à elaboração de estudos e soluções de qualidade urbana e arquitetónica.

 

Criar as Brigadas de Intervenção Rápida no combate a incêndios.

 

Apoiar as associações de produtores florestais e Juntas de Freguesia na criação e pagamento de brigadas de sapadores florestais, além de promover o apoio à limpeza das florestas, taludes e bermas das estradas e incrementar a fiscalização nesta matéria

 

Elaborar o Plano Estratégico Cultural e a Carta Cultural Concelhia.

 

Criar um sistema integrado de equipamentos culturais (bibliotecas, casas de cultura e centros cívicos) destinados ao conhecimento, fomento e difusão da cultura, objetivando a participação das pessoas e instituições.

 

Estabelecer incentivos à produção artística local.

 

Revitalizar os centros históricos mediante um plano integrado, criando espaços para o desenvolvimento de atividades culturais e alternativas, mercados de intercâmbio, centros de formação, artesanato.

 

Estas, entre outras, são propostas que, implementadas, promovem o nosso desenvolvimento e bem estar, e a felicidade que procuramos ter, no espaço e na urbe onde vivemos.

 

Viva a Cidade da Covilhã

 


 

Comunicado da Com Concelhia da Covilhã do PCP sobre a homenagem a Sócrates


A chave da cidade para quem fechou portas ao interior

 

Aproxima-se mais um 20 de Outubro. Chega, uma vez mais, o momento de homenagem ao concelho, à cidade e às suas gentes. Solenemente. Isto é, com seriedade, dignidade, elevação e intensidade.

 

O executivo da Câmara Municipal da Covilhã (PS) decidiu por maioria, (não tendo o vereador da CDU participado na votação), levar à prática uma decisão tomada no executivo PSD (Carlos Pinto) de homenagear José Socrates juntamente com um conjunto de personalidades que se destacam ou destacaram na vida do Concelho.

 

Sendo perfeitamente legítimo o executivo da CMC homenagear personalidades que considere merecedoras desta distinção, por de alguma forma, terem com a sua ação contribuído, para o progresso, prestígio e dignificação do concelho, da cidade e da população, não poderemos, contudo, ficar indiferentes quanto à renovada vontade de atribuir mérito e honra a José Sócrates. O PCP, não pode deixar de expressar a sua veemente oposição à homenagem a José Sócrates com a medalha de ouro e a chave da cidade.

 

A chave da cidade a quem foi responsável por políticas que promoveram a desertificação e o empobrecimento do interior, nomeadamente do nosso concelho e do nosso distrito é um ato, no mínimo, indecoroso.

 

Se não, vejamos...

Entre 2004 e 2009 o distrito de Castelo Branco perdeu 4% da sua população (cerca de 8 mil habitantes).

O PIB por habitante manteve-se inferior à média nacional, não chegando aos 90%.

O poder de compra do distrito, na esmagadora maioria dos concelhos variou entre os 50 e os 63 pontos. O distrito representou apenas 1,5% do poder de compra nacional, abaixo do peso da população do distrito no país (1,8%).

A desindustrialização acentuou-se, encerraram e destruíram empresas que levaram à perda de 7,7% dos postos de trabalho.

Quanto aos salários e pensões, a remuneração base média mensal era de 681 euros, mas uma grande parte dos trabalhadores apenas auferia o correspondente ao SMN. Só Bragança e Guarda estavam abaixo de nós.

A precariedade elevadíssima (26% em 2008) atingindo particularmente os jovens com menos de 35 anos (38,8%), que eram mais de metade do total dos trabalhadores precários. Nessa altura, o número de contratos a prazo aumentou 26% relativamente a 2004.

Os centros de emprego tinham cerca de 11 mil desempregados inscritos.

As mulheres foram, tal como hoje, as mais duramente atingidas pelo desemprego (55% dos desempregados do distrito).

O número de desempregados de longa duração aumentou 22% em 2009, cerca de 41% no total do desemprego do distrito.

Em dezembro de 2010 apenas 48% dos desempregados do distrito de Castelo Branco tinham acesso a uma prestação de desemprego, mais de 5000 não recebia qualquer apoio.

A par deste drama económico e social os serviços públicos continuaram a ser alvo de políticas que os desqualificaram e os encerraram: degradaram-se e desapareceram escolas, extensões de saúde, postos de correio e GNR.

Entre 2005 e 2008 as transferências para os municípios foram insuficientes e chegaram mesmo a estagnar em 2007 e 2008.

Este foi o distrito (e o concelho) que José Sócrates deixou atrás de si. Um distrito com futuro comprometido. Um concelho a agoniar, uma cidade em apneia.

Mas José Sócrates foi também o responsável pelosPEC e pelas ofensivas brutais contra os direitos laborais.

Desmantelou e atacou brutalmente a escola pública e o Serviço Nacional de Saúde e as carreiras e retirou o abono de família a milhares de crianças, levou ao retrocesso social, às privatizações e à preparação de vários sectores estratégicos, como a água e os resíduos, para entregar ao sector privado.

Foi no Governo de José Sócrates que se deu início à introdução de portagens nas SCUT’s (A23 e A25).

Foi corresponsável pelo pacto de agressão assinado com a troika, que nos trouxe a miséria e o retrocesso, mudando radicalmente a vida dos portugueses... nunca o futuro dos portugueses (e das gerações vindouras) esteve tão obscuro como agora. E estes efeitos foram ainda mais devastadores nos distritos e concelhos do interior, como é o caso da Covilhã.

É um despudor homenagear Sócrates no concelho da Covilhã. A chave que o executivo PSD (Carlos Pinto) decidiu e que agora (PS) pretende dar a Sócrates, não só não consegue abrir a porta que ele encerrou ao interior, como pretende branquear as políticas que representa e que protagonizou.

 

A Comissão Concelhia da Covilhã do PCP

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Comício com Jerónimo de Sousa, 6ª Feira, dia 11 de Abril, às 21 H, no Fundão


Nota de imprensa da Comissão Concelhia da Covilhã do PCP


Nota à imprensa


A Comissão Concelhia da Covilhã do Partido Comunista Português reuniu no passado dia 28 de Março para apreciação das ações desenvolvidas e a desenvolver de acordo com o seu plano de ação aprovado para 2014 e avaliação da situação política nacional e local.

No âmbito da apreciação feita concluiu-se que o governo continua a criar grandes dificuldades aos trabalhadores, reformados e pensionistas, agricultores, pequenos e médios empresários, agravando as condições de vida das populações.

Preocupante e demonstrativo da crise social e económica em que vivemos é o número de desempregados – 4 678 (inclui os ocupados) - existentes no Concelho em finais de Janeiro de 2014 quando em Setembro de 2013 se contabilizavam 3.665. Dos 3725 desempregados, não ocupados, 1697 (45,6%) são de longa duração.

Esta situação de aumento do desemprego, resultante do memorando assinado pelo PS,PSD e CDS, caminha a par com a redução média dos custos salariais, nos últimos três anos, de 18,3%., com a degradação de reformas e pensões, com o aumento da pobreza que já atinge dois milhões de portugueses, com os 250 mil trabalhadores emigrados e com as dificuldades na saúde e educação.

O empobrecimento dos trabalhadores e da população em geral provocado pelos governos do PS e do PSD/CDS é agravado pela incapacidade da gestão municipal do PS em reduzir a fatura do gas com a anulação da Taxa de Ocupação de Solo (TOS) decidida em 2013 e as vacilações na redução da fatura da água com o seu adiamento “ lá para inícios da primavera”. Mas, para as empresas, em especial para as maiores, reduziu-se, de imediato, a derrama e o IMI, para a população adiam-se as medidas que podem aliviar o orçamento familiar.

Sendo justa a indignação dos clientes mais antigos do gás que continuam a pagar a TOS imposta pela gestão municipal PSD/Pinto é incompreensível que os novos clientes estejam a pagar a TOS relativa a anos anteriores. A indignação e o protesto devem chegar aos órgãos municipais exigindo a abolição da taxa criada pelo PSD.

A Comissão Concelhia da Covilhã do Partido Comunista Português reafirma, no âmbito das infra estruturas de valor acrescentado, o que vem defendendo para o Concelho e para a região ao longo dos anos.

Em 25 de Janeiro de 2014, na Assembleia da Organização Concelhia, aprovou-se a resolução politica onde se reafirmava a necessidade da implementação da ligação a Coimbra (IC6) com a construção do túnel na zona do Alvoaça, a modernização e ligação da linha ferroviária da Beira Baixa com a eletrificação até à Guarda e a abolição das portagens na A23, A24, A25.

As divergências locais entre autarcas e os partidos que os suportam (PS PSD) não servem mais do que esconder a responsabilidade daqueles partidos na implementação das portagens no interior (A23,A24 e A25), no encerramento da linha ferroviária para a Guarda e na falta de investimento na ligação a Coimbra (IC6).

Para além das medidas de reforço do partido a Comissão Concelhia salientou a expressiva participação de militantes e amigos que participaram nos jantares comemorativos do 93º Aniversário que tiveram lugar no Tortosendo e Covilhã e a necessidade da mobilização para o comício da CDU com Jerónimo de Sousa que irá ter lugar no Fundão, no dia 11 de Abril.

No plano das ações mais gerais dos trabalhadores e das populações sublinhou-se que a situação social e económica da região e do país convoca-nos para uma ampla participação na luta contra este governo e esta politica. A Comissão Concelhia da Covilhã do PCP saúda a luta dos trabalhadores no Concelho, nomeadamente das Minas da Panasqueira e apela à participação na ação de 12 de abril que o MURPI( Movimento Unitário de Reformados e Pensionistas) levará a efeito na Covilhã,  nas comemorações do 40º Aniversário do 25 de Abril e do 40º do 1º de Maio em liberdade.

As eleições de 25 de maio para o Parlamento Europeu mereceram uma atenção especial ao nível da organização, participação e mobilização necessária ao reforço da votação da CDU no concelho e na região.

 

Covilhã, 28 de Março de 2014

A Comissão Concelhia da Covilhã do Partido Comunista Português

 

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Aos órgãos de informação:
João Ferreira 1º candidato da CDU ao Parlamento Europeu

A CDU apresentará no próximo dia 10, no Hotel Altis, em Lisboa, como primeiro

candidato às eleições do Parlamento Europeu, João Ferreira. O actual deputado ao

PE é Biólogo, membro do Comité Central do PCP, Vereador na Câmara Municipal

de Lisboa e Vice-presidente do Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/

Esquerda Verde Nórdica.
João Ferreira, actual deputado ao Parlamento Europeu, Biólogo e membro do Comité

Central do PCP, exerce ainda o cargo de Vereador na Câmara Municipal de Lisboa.

Eleito no Parlamento Europeu desde 2009, João Ferreira é vice-presidente do Grupo

Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verde Nórdica e membro da

Comissão de Pescas, da Comissão dos Orçamentos e da Comissão de Ambiente, Saúde

Pública e Segurança Alimentar, da Assembleia Parlamentar Paritária ACP-UE e da

Delegação para as Relações com os Países da Comunidade Andina.

Foi membro da Direcção da Associação de Estudantes, do Conselho Directivo, da

Assembleia de Representantes e do Conselho Pedagógico da Faculdade de Ciência da

Universidade de Lisboa. Foi membro do Senado e da Assembleia da Universidade de

Lisboa.

Foi Bolseiro de Investigação Científica no Instituto de Higiene e Medicina Tropical da

Universidade Nova de Lisboa, de 2000 a 2001. Foi Bolseiro de Investigação Científica no

Museu, Laboratório e Jardim Botânico da Universidade de Lisboa, de 2001 a 2003. Foi

membro Associado do Centro de Ecologia e Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências

da Universidade de Lisboa e Bolseiro de Doutoramento, de 2003 a 2007.

Foi fundador e primeiro Presidente da Associação de Bolseiros de Investigação Científica

(ABIC) de 2003 a 2007.

No acto público de apresentação, no próximo dia 10, intervirão, para além do candidato,

a Associação Intervenção Democrática, o Partido Ecologista "Os Verdes" e o Secretáriogeral

do PCP.

06.02.2014

Gabinete de Imprensa da CDU


Sobre as estatísticas do Emprego no 4º Trimestre de 2013 e do ano de 2013

Sobre as Estatísticas do Emprego
no 4º trimestre de 2013 e do ano de 2013

1. Os resultados do Inquérito ao Emprego divulgados pelo INE, embora revelando
que do 3º para o 4º trimestre a taxa de desemprego passou de 15,6% para 15,3%, não
iludem que o desemprego cresceu de 15,7% em 2012, para 16,3% em 2013.

2. Embora não se possa ignorar o valor da taxa de desemprego e a evolução do
emprego no último trimestre de 2013, e o facto de elas reflectirem uma tendência clara de
queda da taxa de desemprego ao longo dos quatro trimestres deste ano (vale a pena
relembrar que a taxa de desemprego após ter subido no 1º trimestre de 2013 para 17,7%,
desceu no 2º trimestre para 16,4%, no 3º trimestre para 15,6% e agora no 4º trimestre fixouse
nos 15,3%), uma análise mais detalhada da evolução da taxa de desemprego e do
emprego em termos anuais, permite uma apreciação mais rigorosa.
3. Apesar de mais de 100 mil portugueses terem sido forçados a emigrar em 2013
procurando lá fora o emprego que aqui lhes é negado, apesar deste Governo ter
artificialmente reduzido o número de desempregados através da ocupação de 143 853
desempregados inscritos nos Centros de Emprego em falsos programas de formação e
emprego (quase o dobro do ano anterior e 3,5 vezes mais do que em 2011), os dados hoje
divulgados pelo INE mostram que, mesmo assim, a taxa de desemprego em sentido restrito
subiu de 15,7% em 2012 para 16,3% em 2013. Estes mesmos dados apontam para uma
taxa de desemprego real, em 2013, de 24,2% e cerca de 1 milhão e quatrocentos mil
portugueses efectivamente desempregados, valores que incluem 278 600 portugueses
considerados inactivos mas disponíveis para trabalhar e 263 200 trabalhadores em situação
de subemprego visível.
4. Estes dados mostram também, em termos anuais, que, em 2013, foram destruídos
121 200 empregos, em especial na Agricultura e na Indústria Transformadora, que o
desemprego jovem se mantém nos 37,7% e que os desempregados de longa duração
(desemprego superior a um ano) representam já em 2013 62,1% do total dos
desempregados, quando em 2012 representavam 54,2%. Há um número muito considerável
e cada vez maior de desempregados que, ao permanecer nesta situação durante largos e
largos meses, terá cada vez mais dificuldades em regressar ao mercado de trabalho e por
isso mesmo engrossa cada vez mais o número dos chamados inactivos disponíveis para
trabalhar mas que desistiram de o fazer.
5. Os dados das Estatísticas do Emprego agora divulgados revelam uma situação a
todos os títulos anómala e que é bem demonstrativa da situação degradante em que se
encontra a nossa economia e o nosso país, já que a redução do número de desempregados
6. em Portugal não tem correspondência na criação de empregos e não é consequência
do crescimento económico da nossa economia, que não se verifica, já que continuamos em
 
recessão. Aquilo a que se assiste hoje é ao abandono do mercado de trabalho, por
desistência de milhares e milhares de trabalhadores que caíram no desemprego, é à saída
maciça de centenas de milhares de portugueses, em especial jovens, que procuram no
estrangeiro resposta para as suas necessidades de emprego e é à ocultação de perto de
150 000 desempregados, através de programas de emprego e formação por parte do IEFP,
que fazem reduzir artificialmente a taxa de desemprego, manobra que custou ao Estado, só
em 2013 e até Novembro, 423 milhões de euros.
05.02.2014
O Gabinete de Imprensa do PCP


quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CONFIANÇA NA CDU TAMBÉM NO TORTOSENDO


AOS   TORTOSENDENSES

A CDU, Coligação Democrática Unitária, no âmbito da participação democrática de cidadãos interessados na resolução dos problemas da Freguesia do Tortosendo, vem por este meio apresentar a sua equipa candidata às Eleições Autárquicas para a Junta/Assembleia de Freguesia.

Esta é uma equipa renovada, constituída por pessoas experientes e por jovens, que sempre  pautaram a sua conduta social e politica por valores e princípios.

Salientando-se a sua opção pela defesa dos trabalhadores, dos reformados e pensionistas, dos pequenos e médios empresários e do bem estar do povo  a par do trabalho, honestidade e  competência que caracterizam os eleitos da CDU.

Esta é uma lista de Tortosendenses livres de qualquer encapotamento, que com determinação, responsabilidade e confiança, estão interessados em promover a mudança necessária na nossa freguesia.  

Ondina Fernanda Nascimento Gonçalves – 43 anos – Professora

Casimiro Lopes dos Santos – 60 anos – Professor

Marta Isabel Rodrigues – 37 anos – Ajudante de Lar

Sónia Sofia Curto Pombo – 39 anos - Professora

Pedro Miguel Pinto Pombo – 23 anos – Estudante

José António Tavares Pinto Ribeiro – 47 anos – Comerciante

Cláudia Sofia Batista da F. Lopes Pereira – 39 anos – Animadora de Espaços Educativos

Francisco Manuel B. F. Prior – 60 anos – Escriturário comercial

Paulo José B. da Fonseca Lopes – 43 anos – Médico

Carla Patricia B. C. Gregório – 39 anos – Assistente técnica

José António da Silva Dias – 43 anos – Professor

Carlos Alberto Fiadeiro Santos Marques – 69 anos – Aposentado 

Maria Alexandra Miguel Pinto Ramos – 44 anos – Professora do Ensino Básico

Ramiro Gonçalves Venâncio – 64 anos – Operário Têxtil Reformado

Bruno Daniel Lopes Pais – 31 anos – Operador de Loja

Madalena Sofia de Almeida Matos – 38 anos – Desempregada

José Manuel Jesus Salvado – 63 anos – Enfermeiro Reformado

Luis Filipe Vinagre Mendes – 42 anos – Operador de Armazém

Maria Amélia M.A. Simplício – 62 anos – Doméstica

João Carlos Pinto Simões – 46 anos – Funileiro

Gabriel da Silva Carrola – 65 anos – Aposentado da Função Pública

Maria Adélia Almeida F. Matos – 55 anos – Desempregada

Artur Fevereiro Gomes – 56 anos – Aposentado das Forças Armadas

João Manuel Alves F. dos Santos – 55 anos – Técnico de Farmácia

Raquel Dias Duarte – 22 anos – Empregada de Balcão

Diniz Domingues Ferreira – 75 anos – Chefe de Subsector Reformado

António Alfredo Calado Oliveira – 73 anos – Operário Têxtil Reformado

Ana Isabel Santos Carramana – 23 anos – Estudante

João Paulo Alves Simões – 32 anos – Panificador

 

O trabalho que é necessário no Tortosendo

Conhecedores que nos últimos anos a Freguesia do Tortosendo sofreu um enorme atraso em termos de dinâmica de desenvolvimento e participação coletiva, bem como uma degradação continua e acentuada do património público já existente, provocando um descontentamento generalizado com a gestão praticada pelo atual executivo, esperamos que estas eleições mais uma vez, possam constituir um espaço privilegiado para uma reflexão crítica e um confronto de ideias salutar.

Acreditamos que a CDU tem o melhor projeto e a melhor equipa. Pode confiar em nós.

Neste sentido a lista da CDU propõe desenvolver a sua ação nos próximos anos em volta dos seguintes objetivos que consideramos importantes para o nosso desenvolvimento:

·         Requalificar o parque habitacional urbano (Machedes, Escabelados, Casal da Serra, Amoreira e outros);

·         Requalificar os arruamentos urbanos, há muito esquecidos na nossa terra;

·         Recuperar e humanizar os espaços verdes susceptíveis de práticas de lazer e atividades lúdicas;

·         Melhorar a limpeza urbana, as condições de saúde pública e a segurança da população;

·         Melhorar a rede de transportes públicos e a rede viária para entre o Cabeço, Casal da Serra e Pinhos Mansos;

·         Apoiar as Instituições / Associações de forma clara e transparente, criando-se as condições para o acesso ao ensino, formação, ocupação de tempos livres, cultura e desporto de todos os Tortosendenses;

·         Beneficiar os espaços e instalações afetas ao pré escolar e 1º Ciclo;

·         Promover uma gestão próxima das pessoas envolvendo-as na definição do Plano de Atividades e Orçamento da Junta de Freguesia;

Nota: as medidas/acções concretas irão constar do nosso programa a divulgar no período de campanha eleitoral.